Makino apresenta Centro de Usinagem Horizontal no 1º Smart Manufacturing Aerospace

O 1º Smart Manufacturing Aerospace, seminário realizado pela Makino e o Grupo Bener, em parceria com o Cecompi – Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista, no Centro Tecnológico Aeroespacial de São José dos Campos, reuniu mais de 160 pessoas, entre eles empresários do setor e estudantes.

O evento contou com palestras de vários fabricantes de peças e acessórios do setor, que apresentaram as mais recentes tecnologias do mundo para o aumento da produtividade na fabricação de aviões.

O gerente de produto da Makino nos Estados Unidos, Karl Lippert, apresentou os benefícios da migração de Centros de Usinagem Vertical para Centros de Usinagem Horizontal.

A Makino fornece máquinas de usinagem com expertise no setor possui um departamento exclusivo para isso, o MAG (Makino Aerospace Group), organizado em, 1995. Os três departamentos da Makino, localizados no Japão, Estados Unidos e Europa, trocam informações sobre o mercado e desenvolvem os produtos de usinagem para a indústria aeroespacial. Essas pesquisas mostram que, mundialmente, a indústria aeroespacial está migrando do Centro de Usinagem Vertical (3 eixos) para o de 4/5 eixos (horizontal). Essa mudança de equipamento garante ganhosemprodutividade, flexibilidade e redução de custosporpeçaproduzida.

“Além do desafio técnico de se produzir as peças como fixações, ferramental e o próprio desenvolvimento da usinagem, existe algo a mais que pode ser oferecido. Para as empresas serem mais competitivas, é preciso olhar mais além”, comentou Lippert na palestra.

A escolha das máquinas é baseada no binômio produtividade x performance. As novas tecnologias são, naturalmente, mais caras, mas garantem rentabilidade na operação e aumento da produtividade, tornando-se, assim, um excelente custo-benefício.

Segundo o gerente de produto da Makino dos Estados Unidos, um bom exemplo de maior produtividade entre os dois tipos de centros de usinagem é que, quando o spindle do centro de usinagem vertical fica inativo, para fazer o setup, carregar ou descarregar peças ou ainda na realização da limpeza da máquina, não há produção. O centro de usinagem horizontal consegue realizar essas operações com o spindle em funcionamento e executar diversas tarefas ao mesmo tempo, o que não atrapalha a produção do serviço.

Karl Lippert afirmou também que, por ter spindle orientado na horizontal, esses centros conseguem ter mais rigidez, precisão e estabilidade; outra vantagem é que os modelos horizontes apresentam um palete removível. Segundo o gerente da Makino norte-americana, os centros horizontais possuem maiores e melhores guias lineares. “Uma guia de duas a três vezes maior é melhor para a rigidez da máquina”, afirmou. Outra vantagem é que os cavacos são acumulados na base fundida da máquina “e o gerenciamento deles começa por ali”, enfatizou Lippert. .

Os centros de usinagem horizontais da Makino possuem ainda uma coluna da máquina com peso reduzido, o também colabora para melhorar o desempenho.  “Com esse tipo de geometria, todos os esforços que vêm do spindle são direcionados e dissipados na base da máquina, que é mais rígida. Com isso, reduz o peso, garante alto grau de rigidez e elimina a deflexão, mesmo com o spindle na posição mais alta” esclarece Lippert.

Testes realizados pela Makino mostram que existe uma relação natural entre a maior rigidez da máquina e o desempenho de corte: o ganho vai de 12% a 29% em velocidade na usinagem em corte, dependendo do material. Além disso, a relação rigidez x velocidade aumenta o tempo de vida de ferramenta. Outras vantagens dos centros horizontais são: permitir avanços mais altos, precisão mais consistente, menor tempo de ajuste e um processo de fabricação mais robusto.

Segundo Lippert, os novos centros de usinagem horizontal da Makino oferecem seis vantagens para a produção. São eles: maior rigidez na estrutura da máquina; a gravidade torna-se amiga, já que os cavacos são facilmente removidos, caem automaticamente e não ficam grudados na peça; há um aumento de eixos, para no mínimo, quatro; o envelope de trabalho é maior; e as funções sem corte tornam-se mais rápidas, comopor exemplo a troca de ferramentas.

O surgimento da ideia

O 1º Smart Manufacturing Aerospace nasceu de um encontro entre a Makino, o Grupo Bener e o Cecompi, durante a 2ª edição da ExpoBener, em março deste ano. Por verificar um alto potencial tecnológico nos produtos apresentados, a Embraer sugeriu uma palestra. O Cecompi foi escolhido por ser um órgão que fomenta a tecnologia em diversos setores, entre eles o aeroespacial. As três empresas contribuíram igualmente para a realização do evento.

O diretor geral da Makino no Brasil, Carlos Eduardo Ibrahim, aponta que se surpreendeu com o número de inscritos nas palestras. “Foi maior do que esperávamos para um evento em sua primeira edição”, comenta. O sucesso da iniciativa e a dinâmica da diversificada cadeia de fornecimento do setor levam o diretor geral da Makino no Brasil a planejar novas edições do evento. “Tende a ser um seminário anual. A indústria renova seus processos, produtos e tecnologias constantemente. Um evento como esse é a oportunidade de atualização para todo o segmento”.

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