Como se preparar para uma entrevista de emprego em inglês

Avaliamos o nível de inglês de muitos candidatos em processos seletivos, para estágios a cargos executivos, e é incrível perceber que, mesmo sendo uma competência desejada pelas empresas há muito tempo,  constatamos que muitos profissionais não se preparam.

Portanto, a fim de ajudar nessa etapa importante para quem está buscando uma colocação no mercado de trabalho, listo abaixo nove dicas para você se sair melhor em sua próxima entrevista de emprego em inglês:

  • Um erro comum é o candidato acreditar que, falando pouco, estará correndo menos riscos de errar. Sem conteúdo, o avaliador terá dificuldades de identificar o nível de fluência, ou pior, poderá achar que o candidato não tem conhecimento do idioma e o classificará em um nível mais básico.
  • O candidato não deve impor o que quer falar, pois dá a nítida impressão de que decorou ou se preparou para falar sobre aquele assunto, quase sempre sobre sua experiência. Ele deve deixar o avaliador conduzir as perguntas. Quando percebemos que o discurso está decorado, mudamos totalmente o tipo de assunto para testar seu conhecimento real do idioma.
  • Normalmente a avaliação oral de idioma estrangeiro é terceirizada. O avaliador não sabe detalhes do processo e, muito menos, se o candidato tem chances de passar para a próxima etapa. Portanto, ele não deve perguntar como foi no teste, se tem chances. Isso demonstra muita ansiedade e insegurança e a decisão final é da empresa ou da consultoria de RH. Ela tem o resultado das outras etapas do processo.
  • O candidato deve evitar respostas decoradas, ele tem de soar natural, desenvolto e que está presente na conversa. Uma conversa é um processo criativo, uma jornada que leva as pessoas para o mundo dos pensamentos e ideias. Cuidado com os clichês e respostas prontas.
  • Atenção para os vícios de linguagem em inglês, tais como: you know, kind of, then, so, right. Uma sugestão interessante é o candidato gravar algumas falas espontâneas, depois ouvir com o objetivo de perceber se tem algum desses vícios de linguagem e também se comete erros de gramática ou pronúncia. Se tiver dificuldade de fazê-lo sozinho, pode contratar uma escola de cursos customizados para ajudá-lo a identificar esses erros e eliminá-los. O ideal é tentar reduzir ao máximo os erros e a repetição de palavras, elas soam como muleta e que você não tem muita consciência do seu discurso.
  • O candidato precisa estar sempre bem informado, inclusive para as avaliações em idioma estrangeiro. O avaliador poderá fazer perguntas sobre fatos recentes a fim de checar seu vocabulário geral.
  • As avaliações orais cobram vocabulário de negócios, para isso é importante que o candidato esteja familiarizado com alguns jargões e expressões. Em alguns processos, é possível que seja cobrado o vocabulário específico de uma dada área. Por isso, é recomendado ler, em inglês, livros de negócios e sites especializados em notícias do mundo corporativo.
  • É muito comum avaliar candidatos que, mesmo tendo estudado por alguns anos o idioma estrangeiro, se comunicam, basicamente, usando o tempo presente dos verbos. Não fazem distinção se estão relatando fatos passados ou ações futuras. Isso pode causar ruídos na comunicação. A sugestão é estudar os tempos verbais e suas aplicações e tentar usá-los corretamente em seu discurso. Em um processo seletivo, você falará do seu passado, presente e futuro.
  • Há muitas escolas de idiomas e várias não oferecem a carga horária necessária em sua grade para que os alunos atinjam a fluência. Consequentemente, nem sempre o nível avançado de uma escola é realmente esse nível quando confrontado com a grade comum europeia CEFR (Common European Framework ofReference for Languages). Essa grade é utilizada pelas consultorias de idiomas para definição do nível linguístico dos candidatos em processos seletivos. Se estiver inseguro, há escolas que oferecem mapeamento linguístico, definindo o nível de proficiência, as áreas de atenção em gramática, vocabulário, pronúncia e desenvoltura, e um plano de ação com estratégias de desenvolvimento do idioma.

A sorte é a combinação de oportunidade com a preparação. Deixo, então, duas frases em inglês de Jim Rohn para reflexão:

“Don’t wish it were easier, wish you were better.”

“Discipline is the bridge between goals and accomplishment.”

E um convite para o Workshop ‘Dicas para Entrevista de Emprego’, com Lígia Velozo Crispino, que falará sobre os erros de inglês que prejudicam sua entrevista de emprego, e a consultora especialista em recolocação profissional, Neiva Gonçalves Mello, que dará dicas de entrevista de emprego em português. Será no dia 25/10, das 18h30 às 21h30 na sede da Abimei – Avenida Eng. Luiz Carlos Berrini, nº 1500, Conjuntos 63 e 64, Brooklin.

Evento gratuito.

Faça sua inscrição com abimei@abimei.org.br ou 5506-6053.

ESTACIONAMENTO NO LOCAL POR CONTA DO PARTICIPANTE
Acesso pela Rua Heinrich Hertz (Referência: Totem com o nº 1500 na esquina da Av. Eng. Luiz Carlos Berrini)

Lígia Velozo Crispino, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas. Graduada em Letras e Tradução pela Unibero. Curso de Business English em Boston pela ELC. Coautora do Guia Corporativo Política de Treinamento para RHs e autora do livro de poemas Fora da Linha. Colunista do portal Exame.com. Organizadora do Sarau Conversar na Livraria Martins Fontes Paulista.

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