Palestras sobre atuais tecnologias em máquinas e equipamentos industriais são disponibilizadas pela Abimei

Conteúdo apresentado durante a segunda edição do Techmei, maior congresso digital sobre tecnologias em máquinas e equipamentos industriais do Brasil, está disponível para acesso gratuito

A Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais) realizou a segunda versão do Techmei, o maior congresso digital de tecnologias em máquinas e equipamentos industriais do Brasil, entre os dias 17 e 19 de novembro. Nesta edição, em razão da pandemia do novo coronavírus, a entidade promoveu o evento de maneira totalmente digital. Na ocasião, mais de 500 participantes tiveram acesso à palestras sobre o setor, além de tendências e lançamentos do mercado. 

Os interessados em ainda participar da Techmei´2020 que não tiveram tempo hábil para acompanhar o evento online, poderão acessar todo o conteúdo do congresso, pois a Abimei está disponibilizando o material gratuitamente através do link (https://hall.inteegra.com.br/71005). Para ter acesso ao conteúdo exclusivo, basta que o internauta realize um simples cadastro e, em seguida, ele será redirecionado para o evento virtual, onde poderá assistir na íntegra às palestras e aos debates promovidos. Ao todo, 18 conferencistas de empresas nacionais e internacionais abordaram temas como o surgimento de novas tecnologias, cases, processos, entre outros assuntos atuais como indústria 4.0. 

Os produtos apresentados pelos expositores também estarão à disposição na Área de Expositores, com informações para consultas. “Nesta edição, tivemos a participação de 12 empresas que trouxeram seus principais lançamentos para a indústria”, comenta Paulo Castelo Branco, Presidente Executivo da Abimei. Em um formato inovador para o segmento, o Techmei´2020 teve uma exposição virtual em formato interativo, com a presença de grandes marcas, entre elas:, Alltech, BLM, Bystronic, PR2 Group, Sepro Group, Yaskawa, Máquinas e Soluções, Instituto Mauá de Tecnologia, Estampo Tec, Tecno Consult e Stampress, as quais contaram com “estandes virtuais” no evento. 

A Techmei´2020 foi realizada com o objetivo de proporcionar aos profissionais da área uma experiência transformadora na maneira como enxergam e lidam com os cenários atuais da indústria 4.0, e para Ennio Crispino, Presidente do Conselho de Administração da Abimei, o evento em formato digital deve se perpetuar nos próximos anos. “Acreditamos que esse modelo seguirá como tendência no segmento para as futuras edições, isso porque ele viabiliza a participação para muitas marcas, já que os custos são drasticamente reduzidos e, ao mesmo tempo, o alcance dele é potencializado, já que permite acesso de qualquer lugar do mundo e a um número maior de pessoas”, sinaliza. 

O Congresso Techmei faz parte de uma série de iniciativas da Abimei, que busca fomentar o crescimento da indústria nacional por meio do estímulo à competitividade no cenário mundial. A entidade visa promover o conhecimento, o desenvolvimento e o uso de tecnologias, para que o Brasil torne-se uma referência no setor industrial e aumente sua participação na exportação de produtos manufaturados para outros países.  

Novo robô colaborativo HC20XP da Yaskawa Motoman traz maior precisão e rapidez em suas aplicações

Líder mundial na fabricação de robôs, a multinacional japonesa Yaskawa Motoman do Brasil apresenta o robô colaborativo HC20XP, ideal para várias aplicações industriais. Com capacidade de 20 kg e raio de alcance de 1700 mm na horizontal e 1700 mm na vertical, o novo robô possui seis eixos; além de ser preciso e veloz, oferece quatro modos de operação colaborativa, com tecnologia de limitação de potência e força (PFL).

Além disso, o HC20XP atende aos padrões de segurança estabelecidos, permitindo que os humanos trabalhem em locais próximos aos robôs. Dependendo da avaliação de riscos, o robô pode operar sem recursos extras de segurança, economizando espaço e reduzindo custos.

Possui ainda grau de proteção IP67, podendo ser utilizado em espaços onde há contato com água. Para uma melhor performance, o HC20XP pode ser usado em conjunto com os controladores de robô YRC1000 e YRC1000micro, da Yaskawa Motoman.

Mais informações através do site: www.motoman.com.br

Inversor de Frequência da Yaskawa integra o sistema de climatização do Nicho da Santa no Santuário de Aparecida

Encontrada por pescadores e datada de 1717, a imagem de Nossa Senhora de Aparecida é considerada o bem mais precioso do Santuário

A necessidade de conservação da imagem de Nossa Senhora Aparecida, encontrada em 1717, ou seja há 303 anos, por pescadores no rio Paraíba do Sul, constituía-se em uma grande preocupação para o Santuário de Aparecida, que necessitava manter  com precisão o controle de temperatura e de umidade do nicho, onde fica a imagem da Padroeira do Brasil. Para preservar a imagem, dentro do principal templo religioso da Igreja Católica do País, foi preciso investir na modernização do sistema de climatização.

A confiança adquirida no desenvolvimento de soluções de climatização fez da Newset o grupo parceiro do Santuário, que incorporou no projeto modernas tecnologias da Yaskawa Elétrico do Brasil, multinacional japonesa líder na fabricação de inversores de frequência e servo acionamentos. “Um dos pontos chaves do projeto realizado se refere ao controle da vazão de ar dos condicionadores. Para que pudéssemos atingir tal meta, a opção da Newset foi pelos inversores de frequência da Yaskawa”, enfatiza Felipe Raats Daud, do Grupo Newset. 

A complexidade da obra, dentro de um espaço religioso, envolveu mais de dois anos de estudos e discussões técnicas com a equipe de engenharia do Santuário Nacional de Aparecida, e culminou no desenvolvimento de um sistema com alta segurança e nível de precisão. “Para atingir tal objetivo, pensamos em tanques reservas para acumulação de água gelada, em caso de parada total da Central de Água Gelada; desacoplamento de cargas para controle fino de temperatura e umidade; utilização de tecnologia dessecante para controle de umidade e condicionadores de ar com controle preciso de vazão de ar. Além disso, todos os equipamentos foram projetados em redundância, a fim de garantir a segurança de funcionamento de todo o sistema”, explica Daud.

No projeto, destaca ainda Daud, foram empregados os inversores da Yaskawa, modelo J1000, utilizados para modular a rotação e, consequentemente, controlar a vazão dos condicionadores de ar. “Como o nicho é muito pequeno, com volume de 1,0 m³, houve a necessidade de operar com vazões muito baixas. Assim sendo, a Yaskawa foi essencial para termos esse controle fino da vazão de ar. Para a Newset, a marca é sinônimo de confiabilidade. Seus produtos diferem dos concorrentes por serem robustos, confiáveis e, ao mesmo tempo, de fácil operação”, afirma.

A parceria da Newset e o Santuário Nacional de Aparecida é de longa data, a partir da construção de um hotel dentro do complexo e, posteriormente, a realização de projetos e instalações em diversos sistemas dentro e fora do parque do Santuário, todos relacionados à HVAC. Distante 170 km da capital Paulista, ressalta-se que o Santuário Nacional é o maior espaço religioso do País, com mais de 143 mil m² de área construída ao longo de todo o complexo. É o maior templo católico do Brasil e o segundo maior do mundo.


Informações: www.yaskawa.com.br

Indústria de importação investe em tecnologia para manter produtividade na pandemia

Inteligência artificial e realidade aumentada são algumas das apostas do setor para aumentar a competitividade no cenário mundial

O setor industrial foi um dos mais afetados pela crise do coronavírus. A paralisação das linhas de produção devido à quarentena provocou um recuo de 12,3% no segundo trimestre, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do cenário pouco favorável, em julho a indústria cresceu 8% na comparação ao mês anterior. No entanto, ainda está 6% abaixo do nível alcançado no pré-pandemia. Já em relação ao sete primeiros meses de 2020, a queda foi de 9,6%. A expectativa é que no terceiro trimestre haja uma recuperação gradual da indústria e economia brasileira.

Segundo Paulo Castelo Branco, economista e presidente executivo da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), apesar da recuperação de alguns setores da indústria, ainda existe uma falta de previsibilidade no mercado. “A falta de investimento em novas tecnologias e a dificuldade de acesso ao crédito contribuíram para o cenário atual. Além disso, antes da pandemia o setor ainda estava se recuperando de uma crise bastante profunda dos últimos seis anos”, explica.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre 2015 a 2019, o Brasil caiu de 10ª para 16ª posição no ranking de participação na indústria de transformação mundial. A indústria brasileira foi superada pelo México, Indonésia, Rússia, Taiwan, Turquia e Espanha. “Se comparado aos demais países do mundo, o investimento tecnológico na indústria brasileira é muito baixo, principalmente, em relação à máquinas e equipamentos industriais. Isso faz com que o País tenha um recuo em relação à competitividade”, comenta.

Para reverter esse cenário, a Abimei está criando ações que ajudam na retomada do crescimento do setor, como a negociação de uma linha de crédito para compra de máquinas  e equipamentos importados em parceria com o Ministério da Economia. 

“Essas ações visam viabilizar prazos e taxas mais atrativos para os nossos associados. Além disso, estamos nos reinventando, com a utilização de ferramentas que estavam sendo desenvolvidas antes da pandemia e agora se tornaram fundamentais como o uso da inteligência artificial, realidade aumentada e transmissão de dados das máquinas e equipamentos à distância via internet”, comenta.

Pilz realizará o fórum online gratuito: Aplicações de segurança em máquinas conforme a NR-12

A multinacional alemã fabricante de produtos para as áreas de segurança e automação industrial, Pilz do Brasil,  realiza, gratuitamente, no próximo dia 24 de setembro, das 15h às 16h30,  o fórum  ao vivo sobre “Aplicações de segurança em máquinas conforme a NR-12”, evento que conta com as parcerias da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e aIMI Norgren (líder mundial em tecnologias de controle de movimento e de fluidos).
Durante uma hora e meia, tempo previsto para a realização do fórum, os participantes terão a oportunidade esclarecer dúvidas referentes às aplicações e soluções da norma NR-12, com três especialistas no assunto que irão compor a bancada do evento: Maurício Barile, CMSE® Certified Machinery Safety Expert, gerente de Treinamento e Suporte a Clientes da Pilz; Roberto do Valle Giuliano, Engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho e Pesquisador da Fundacentro; e Gilberto Lopes da Silva, gerente de Desenvolvimento de Negócios–Automação Industrial na IMI Norgren.
Serviço: “Aplicações de segurança em máquinas conforme a NR-12”, fórum online gratuito
Data: 24 de setembro de 2020
Horário: das 15h às 16h30

Competitividade

A importação brasileira sinaliza queda de 35,5% em julho, segundo CNI.

Falta de investimentos em tecnologia e torna-se um dos principais fatores que indicam a carência de competitividade com outros países

A falta de investimentos em tecnologias é um dos gargalos da indústria nacional. Uma pesquisa realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria, instituição máxima de organização do setor industrial brasileiro), mostra que o Brasil é o penúltimo no ranking competitividade. O estudo realizado com 18 nações mostrou que os principais fatores que prejudicam a economia brasileira em comparação aos outros países é o peso e a complexidade dos impostos.

Com a chegada da crise causada pela pandemia, o fomento do setor industrial, o aumento da participação do PIB e a ampliação de competitividade do Brasil tornou-se essencial para a recuperação econômica nacional. Segundo a CNI, as importações reduziram 35,5% no mês de julho, resultando queda de 10,5% no primeiro semestre. Dado isso, a Abimei (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos Industriais) fundamenta a questão da importação para que o Brasil seja capaz de equiparar a competitividade com outros países.

“A falta de investimentos em tecnologias é um dos problemas que impedem o desenvolvimento da indústria nacional. Em razão disso, é necessário que invista neste tipo de conduta e que haja importação de bens de capital para que a indústria brasileira se desenvolva a ponto de ser tornar tão competitiva como à outros mercados.” explica Paulo Castelo Branco, economista e presidente executivo da Abimei (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos Industriais), 

O Relatório divulgado pelo Banco Mundial indicou que a renda per capita brasileira condiz a 20% dos Estados Unidos. Contudo, esse número seria acima de 50% caso tivesse a mesma capacitação e investimento em bens de capital e tecnologia de ponta. 

 

Indústria 4.0 – Principais tendências em manufatura

A indústria 4.0 é caracterizada por tecnologias que unem o mundo físico, digital e biológico, utilizando Internet das Coisas (IOT), Manufatura Aditiva, Inteligência Artificial (IA), Biologia Sintética e Sistemas Ciber Físicos (CPS). Um estudo recente realizado pela Nokia em parceria com a ABI Research apontou as principais tendências em manufatura para habilitação da Indústria 4.0.

Segundo o estudo, 90% dos entrevistados informaram que estão atualizando em suas operações o uso das redes 4G ou 5G e 74% acreditam que até o final de 2022 já terão atualizado às redes de comunicação e controle.

Entre os tópicos abordados durante a pesquisa estão os principais negócios que impulsionaram o uso das tecnologias 4G e 5G, os entrevistados apontaram as seguintes necessidades: digitalizar e melhorar a infraestrutura em suas empresas (63%), automação com robótica (51%) e alcançar novos níveis de produtividade dos funcionários (42%).

“Os investimentos proporcionados pela indústria 4.0 trarão processos mais ágeis e eficientes para a indústria brasileira, aumentando a produtividade e redução de custos dentro das fábricas”, comenta Paulo Castelo Branco, presidente-executivo da Abimei.

A pesquisa também apontou que automação e upgrades de máquinas é a área prioritária de compra das empresas (47%), e que 41% acreditam ser iniciativas de IoT (Internet das Coisas) e 37% de infraestrutura em nuvem.

Segurança: Como a tecnologia pode auxiliar no retorno ao trabalho presencial em grandes empresas

Vivemos num País que ultrapassa a marca de 2,2 milhão de casos de Covid-19 e quase 80 mil óbitos pela doença.  Nesse contexto, uma grande dúvida permanece entre empresários, stakeholders, funcionários, prestadores de serviço, visitantes e autoridades municipais e estaduais: como garantir um ambiente seguro no retorno ao trabalho presencial?

Claro que temos as ferramentas tradicionais para auxiliar na prevenção da doença, que vão do uso de máscaras, luvas, tapetes com água sanitária e álcool em gel ao distanciamento entre as pessoas. Há também kits de testes para identificação de contaminados com o novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Neste caso, os mais confiáveis são do tipo RT-PCR, considerados “padrão ouro” pelo americano Center for Disease Control and Prevention (CDC) para um diagnóstico correto.

Ideal mesmo seria ter uma vacina, mas sabemos que ainda levará um tempo entre a finalização dos testes, produção e chegada à sociedade. Enquanto isso, saiba que é possível ter um nível de segurança aceitável no retorno às atividades, com o auxílio da tecnologia.

Já temos no mercado algumas soluções como os medidores de temperatura – o termômetro digital infravermelho mede a temperatura a poucos centímetros da pele e oferece o resultado em menos de 1 minuto. Além de mostrar em numeral a temperatura, a maioria conta com um sistema de cores: verde quando não há febre, amarelo para febre moderada e vermelho para febre alta.

Os medidores são adotados como padrão em vários protocolos municipais, como, por exemplo, na entrada de shoppings centers e outros locais públicos. Porém, existem dois inconvenientes:  a necessidade de aproximar o aparelho e o fato de que uma temperatura baixa não garante 100% que a pessoa não esteja contaminada.

Isso acaba valendo também para os medidores de temperatura mais sofisticados, como câmeras de controle infravermelho ou termográficas de detecção de calor corporal, mais caros e eficientes. Porém, a dúvida continua: como ter certeza de que uma pessoa não esteja com Covid-19, já que alguns estudos revelaram que é possível carregar o vírus e infectar os outros em até 3 ou 4 dias antes de demonstrar qualquer sintoma? Se ela for assintomática, transmite o vírus e não manifesta febre.

Nesse sentido, startups brasileiras de vários setores estão criando produtos ou adaptando suas soluções para auxiliar a população, neste momento em que o País e o mundo sofrem com a pandemia. Algumas delas utilizam o cruzamento de dados com soluções de Analytics e Inteligência Artificial. Um exemplo é a Sophie, da Stefanini, que usa inteligência artificial para tirar dúvidas. Vantagem: a Sophie pode ser disponibilizada gratuitamente no site ou intranet de uma empresa, com uma extensa base de conhecimento sobre a Covid-19.

Há também outras ferramentas inovadoras que têm desempenhado um papel fundamental na prevenção e combate à doença. São elas:

Mapa brasileiro da COVID-19: o índice mostra o percentual, por estado, da população que está respeitando a recomendação de isolamento social. Com ele, as autoridades podem direcionar recursos de saúde, segurança e comunicação. Informação é a chave no mundo atual e a tecnologia dá acesso a uma infinidade de informações estruturadas. Sem uma forcinha da tecnologia, as informações não passariam de dados desconexos.

Novos produtos: a empresa Aya Tech criou produtos químicos inovadores, utilizando nanotecnologia, como um repelente que pode ser usado em pets e na roupa.  Já a startup Gy lançou um desinfetante que substitui o álcool gel e pode eliminar uma série de vírus, entre eles o SARS-CoV-2. Pesquisadores da empresa paulista Nanox desenvolveram um tecido com micropartículas de prata na superfície que demonstrou ser capaz de inativar o coronavírus. Foram também lançados robôs com equipamentos Ultravioleta (UV) capazes de eliminar o vírus de ambientes e túneis com vários tipos de produtos são usados na desinfecção de pessoas. A questão é quão segura são para os seres humanos e quais os riscos de exposição. Nesse momento dezenas ou centenas de empresas estão buscando, além de uma vacina, remédios e outros produtos que ajudem a colocar um ponto final à pandemia.

Rastreamento de pessoas: muito se tem falado do rastreamento de pessoas pelos smartphones. O GPS é uma tecnologia disponível há bastante tempo, que pode ser usada para avaliar a eficácia da política de distanciamento social. O GPS do smartphone realmente funciona bem para as autoridades municipais e estaduais avaliarem e compararem dados sobre contágio e percentual de população “em casa” x “fora de casa”. O grande problema é que o GPS não consegue verificar a proximidade exata entre as pessoas. Além disso, existe uma discussão se o uso do GPS para monitoramento de dados sobre contágio implicaria em invasão de privacidade.

Outra tecnologia interessante para rastreamento é o RFID, amplamente usado por empresas de logística, pois permite visibilidade dos processos, precisão e velocidade em toda a cadeia de suprimentos. Os itens podem ser acompanhados, desde o momento que deixam a linha de produção, até o cliente final, permitindo alto controle sobre os estoques, redução de perdas e confiança nos processos de recebimento, armazenagem, separação e expedição.

Com a proposta de garantir uma jornada segura (safety journey, em inglês) na retomada das atividades presenciais, algumas companhias, juntamente com as autoridades responsáveis, avaliam a utilização do RFID para identificar possíveis riscos nos ambientes.

A tecnologia pode rastrear a movimentação de pessoas dentro da empresa. Não apenas dos funcionários, mas também dos prestadores de serviço e visitantes. As etiquetas RFID podem ser colocadas nos capacetes de funcionários, nos uniformes, crachás, em pulseiras autoadesivas para visitantes, ou seja, podem ser aplicadas de várias maneiras, de acordo com o ambiente e necessidade da companhia.

Uma rede de antenas faz a leitura identificando as pessoas, rastreando o fluxo de cada um pelos diversos pontos de leitura, além de permitir ou restringir acessos. Dessa maneira é possível mapear, com precisão, o fluxo de movimentação de cada indivíduo, em quais locais entrou, quanto tempo ficou em cada espaço, quais outros indivíduos estavam no mesmo local e hora. Esses dados ficam registrados no sistema e podem ser consultados dias ou semanas depois para verificação de onde esteve cada indivíduo. É uma forma de auxiliar as áreas de RH, caso surja algum novo caso de Covid-19. A partir do histórico, é possível saber quem exatamente esteve próximo àquele colaborador, locais onde circulou e por quanto tempo, para que a empresa tome as medidas de segurança necessárias e evite novos contágios.

Enquanto aguardamos ansiosos a descoberta e checada de uma vacina, a tecnologia pode ser uma aliada importante no controle da Covid-19, especialmente com o retorno gradual dos colaboradores aos seus ambientes de trabalho.

O importante é escolher bem dentre as soluções inovadoras que podem nos ajudar a reduzir, de maneira significativa, os riscos para que tenhamos uma jornada segura no “novo normal”.

(*) George Millard é CEO da Mozaiko, empresa do Grupo Stefanini.

Stefanini adquire Holding Haus, dona da agência W3haus

Objetivo da multinacional brasileira é ampliar atuação em marketing digital, formando hub que já conta com Gauge, Inspiring e a romena Infinit

São Paulo, julho de 2020 – A transformação digital trouxe novamente o cliente para o centro da estratégia de negócios. Cada vez mais, as empresas estão incorporando, de maneira profissional, o conceito de Customer Experience (CX). E para compreender a jornada do cliente e ficar alinhado com suas necessidades e propósito, o marketing digital desempenha um papel importante. A fim de ampliar o escopo de trabalho neste segmento, a Stefaninireferência em soluções digitais, anuncia a aquisição da holding Haus.

A Haus é um ecossistema de comunicação com quatro empresas, sendo a agência de propaganda W3haus a maior delas. Criada há 20 anos em Porto Alegre, com operações em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, tem entre seus clientes AmbevBauduccoO BoticárioHBOPanvelPetrobrasSantanderTramontina, entre outros.

Focadas em solucionar problemas estratégicos dos clientes criando plataformas de conversa, experiência e conteúdo, as agências fomentarão o ambiente de inovação da Stefanini, que desde 2015 vem realizando uma série de aquisições para compor seu portfólio. A empresa de origem gaúcha integrará o hub de marketing digital da Stefanini, que também conta com a consultoria Gauge,  Inspiring e com a romena Infinit.

De acordo com Guilherme Stefanini, diretor de Novos Negócios do Grupo Stefanini, a chegada da Haus coincide com o momento de crescimento da Stefanini Ventures que, nos últimos quatro anos, multiplicou o faturamento inicial em 9 vezes, sendo que a expectativa é atingir 20 vezes nos próximos dois anos. “A aquisição reforça nossa capacidade de apoiar nossos clientes na cocriação de soluções digitais, da concepção, construção até a comunicação e estratégia de go-to-market”, afirma o executivo.

Para Tiago Ritter, que permanecerá como CEO da W3haus e no conselho da holding Haus, há uma tendência mundial de as empresas se unirem para complementar competências. “Além da sinergia entre as ofertas de marketing digital, queremos estar conectados a um grupo que se destaca pela inovação no mercado global. Já tivemos algumas oportunidades de nos unirmos a grupos internacionais, mas nunca encontramos uma sinergia de pensamento e de valores como no grupo Stefanini. Tenho certeza de que essa união vai gerar uma expansão não só no Brasil, mas ajudar a Stefanini a ser referência de marketing no mundo”.

A W3haus e as outras empresas do grupo continuarão operando de maneira independente. A única mudança significativa é a saída do sócio-fundador Chico Baldini. Ele decidiu se dedicar totalmente a outras atividades que já vinha desenvolvendo, como as artes plásticas. Tiago Ritter e Alessandro Cauduro seguirão como sócios na Haus, com suas funções executivas nas empresas do ecossistema, juntamente com outros sócios minoritários – Fernanda Tegoni, Guilherme Natorf, Larissa Magrisso e Rafael Macedo.

“Com a aquisição, queremos levar ao mercado novas ofertas em marketing digital, que permitam compreender a jornada do cliente, gerar insights e estratégias de negócios, como foco na experiência do consumidor. Realizar análises avançadas de dados dos clientes é fundamental para nutrir o relacionamento e diferenciar as marcas”, complementa Marco Stefanini, fundador e CEO global da Stefanini, que espera realizar mais duas aquisições este ano – uma no Brasil e outra no exterior.

Investimento na indústria 4.0 pode ajudar na retomada da economia no pós-pandemia

Caracterizada por um conjunto de tecnologias como – internet das coisas, inteligência artificial, big data e manufatura aditiva – que integram o mundo físico, digital e biológico, a quarta revolução industrial ou indústria 4.0 deverá movimentar cerca de US$ 15 trilhões nos próximos 15 anos, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Já a implementação dessas tecnologias na indústria poderá proporcionar uma redução de R$ 73 bilhões por ano nos custos operacionais dentro das fábricas, além de tornar os processos industriais mais rápidos e eficientes.

Apesar de algumas iniciativas voltadas para a indústria 4.0 estarem suspensas devido à pandemia do novo coronavírus, especialistas da área apontam que no pós-pandemia o conceito ganhará ainda mais força e será fundamental para a retomada da economia brasileira.

Segundo um levantamento divulgado pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), 83% das empresas brasileiras precisarão de inovação para crescer ou garantir a sua sobrevivência no pós-pandemia, tendo a linha de produção como prioridade para  58% das empresas e  a área de vendas para 19%.

Habilidades para a Indústria 4.0

Com um futuro cada vez mais próximo, a indústria 4.0 também trará mudanças nas habilidades exigidas no mercado de trabalho e algumas instituições de ensino já estão adaptando suas grades curriculares para os futuros profissionais da área.

Um levantamento inédito realizado pelo Centro de Inovação Sesi do Paraná apontou as principais habilidades técnicas exigidas  na indústria 4.0. Dentre os pilares tecnológicos estão: cibersegurança, realidade aumentada, simulação, big data & analytics, computação na nuvem, integração de sistemas, internet das coisas, manufatura aditiva e sistemas autônomos.

De acordo com os dados, entre as habilidades comportamentais exigidas estão: comunicação, mentalidade digital, gestão, resolução de problemas, trabalho em equipe, pensamento crítico, gestão de pessoas e aprendizagem ativa.