Importações caem 0,6% e registram 151,4 bilhões de dólares em outubro

Levantamento exclusivo realizado pela Abimei Importadores prevê alta de 30% nas importações de bens de capital até o final de dezembro

 

O volume de importações no Brasil teve queda de 0,6% de janeiro a outubro deste ano, segundo levantamento exclusivo realizado pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei). As importações nesse período registraram um volume de 150,6 bilhões de dólares, diante de 151,4 bilhões de dólares de janeiro a outubro de 2018.

Dentre os segmentos pesquisados no levantamento, a categoria de transporte voltada à indústria obteve a maior alta no período avaliado, pois as importações de Equipamentos de Transporte Industrial cresceram 11,6%, em comparação ao ano passado, movimentando 3,2 bilhões de dólares, contra 2,9 bilhões de dólares do primeiro ao décimo mês de 2018.

A categoria “Importações – Peças e Acessórios para Bens de Capital” apresentou a segunda melhor alta, com um crescimento de 6%, movimentando 17,8 bilhões de dólares até outubro deste ano, contra 16,8 bilhões de dólares de janeiro a outubro de 2018. No período pesquisado, as importações de bens intermediários –  também tiveram alta e passaram de 88,3 bilhões de dólares para 91,1 bilhões de dólares, um crescimento de 3,2%.

Para o economista e presidente executivo da Abimei, Paulo Castelo Branco, as ações promovidas pelo governo nos últimos meses contribuem para o estímulo às importações, abertura de mercado que favorece o desenvolvimento da indústria nacional. “Iniciativas como as medidas que zeraram as alíquotas de importação por meio de ex-tarifários, estão ajudando na retomada do otimismo e no avanço do setor industrial, pois favorecem a competitividade das empresas brasileiras”.

O levantamento realizado pela entidade prevê que as importações de Bens de Capital em 2019 superem o volume registrado no ano passado. “A projeção é que elas encerrem o ano com alta de 30,8%, atingindo 37,4 bilhões de dólares”, sinaliza Otto Nogami, professor responsável pelo estudo desenvolvido pela Abimei. A expectativa é que a importação de Bens Intermediários também apresente crescimento acima da média, com alta de 22%, com expectativa de movimentar 128 bilhões de dólares até o final de dezembro.

 

Estudo aponta que acordo de livre comércio entre Brasil e China aumentaria em 15% as exportações brasileiras

Economista analisa as principais vantagens de um acordo comercial entre os países

Um estudo divulgado pela Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que um acordo de livre comércio entre Brasil e China traria um aumento de 15% nas exportações brasileiras e 75% nas importações. O estudo ainda mostra que em relação ao resto do mundo, o País teria suas exportações aumentadas em 8,2% em um período de dez anos, devido às reduções das tarifas. Já as importações aumentariam 7,73%.

Segundo Paulo Castelo Branco, economista e presidente-executivo da Abimei (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos Industriais), um acordo de livre comércio entre os dois países traria muitas vantagens para o Brasil. “A China é um dos principais parceiros comerciais do nosso País e uma abertura comercial poderá trazer muitos avanços para a nossa economia, como redução de taxas, aumento da produtividade e da competitividade internacional”, comenta.

Dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getúlio Vargas apontaram que atualmente 28,7% dos produtos brasileiros são exportados para a China, tornando o país o principal parceiro comercial do Brasil. Com uma diferença de 14,7 pontos percentuais, os Estados Unidos ocupam a segunda posição na participação do comércio exterior brasileiro.

“Caso seja firmado, o acordo de livre comércio também ajudará no desenvolvimento tecnológico da nossa indústria e na modernização do parque fabril brasileiro”, comenta o presidente-executivo da Abimei.

 

Abimei esteve presente na Fabtech 2019

Evento aconteceu em Chicago (EUA) e apresentou as principais tecnologias para a indústria

1Em novembro, a Abimei Importadores e alguns associados participaram da Fabtech, maior evento de formação, fabricação, soldagem e acabamento de metais da América do Norte, realizada em Chicago (EUA). Segundo os organizadores, a feira reuniu mais de 48 mil pessoas de 95 Países.

Os participantes tiveram acesso à salas de exposições com mais de 500 novos produtos para a indústria. Ao todo 1.700 expositores participaram do evento. “Tivemos acesso às novas tecnologias do setor industrial e aprendemos como aplicá-las nas nossas empresas para um bom desenvolvimento do nosso parque fabril”, comenta Paulo Castelo Branco, presidente executivo da Abimei.

A Fabtech abordou temas como desenvolvimento da força de trabalho, estratégias de gerenciamento de negócios e automação. “Foi muito importante participarmos desse evento, que apresentou as principais tecnologias que estão revolucionando a indústria. As empresas brasileiras precisam começar a adotar essas estratégias rumo à quarta revolução industrial”, comenta Ennio Crispino, presidente do conselho administrativo da Abimei.

2A Fabtech é realizada anualmente nos Estados Unidos, com alternância nas cidades de Las Vegas, Chicago e Atlanta. Durante o evento, os participantes têm acesso a uma experiência imersiva para crescimento de negócios e desenvolvimento tecnológico. 

Em 2020, será realizado nos dias 18 a 20 de novembro, em Las Vegas. Continue acompanhando as nossas redes e fique por dentro das novidades do setor industrial.

Abertura comercial proposta pelo Governo vai contribuir para aumentar a competitividade da indústria brasileira

  

Uma abertura comercial proposta pelo Governo, para aplicação dos efeitos da portaria 309, pode contribuir para reverter o cenário da indústria, que bateu um recorde negativo no primeiro semestre de 2019, quando o Estado de São Paulo apresentou fechamento de 2.325 fábricas. O número é 12% mais alto que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Junta Comercial. 

Os dados indicam o reflexo da recessão e mostram que a economia brasileira teve uma fraca recuperação, e continua levando ao encolhimento do setor produtivo, fazendo com que diversas fábricas sejam desativadas.

O fechamento de indústrias também é decorrente da falta de investimento em máquinas e equipamentos com tecnologia de ponta, pois esse cenário impede uma produção de bens manufaturados com qualidade e competitividade, que abasteceriam o mercado interno e também trariam condições para a exportação, com destino a outros mercados do mundo que exigem padronização, normatização e fazem comparações entre as possibilidades de fornecimento nas cadeias globais.

Para que esta situação comece a ser revertida é necessário que sejam adotadas as reduções das alíquotas dos impostos de importação incidentes para os bens de capital, o que recentemente vem sendo comentado pelos investidores e indústrias no Brasil, e já foi sinalizado pela equipe econômica do Ministro da Economia, Paulo Guedes, como sendo uma das metas para implementação a partir deste ano. Essa iniciativa fará com que essas taxas sejam reduzidas da média de 14% para 4% na maioria dos casos de bens de capital – BK. 

Hoje os 14% taxados nas máquinas e equipamentos fazem com que, em muitos casos, os investimentos tenham uma carga tributária adicionada, entre os impostos federais e estaduais, gerando uma sobreposição total de até 40% no valor final dos investimentos nas fábricas e processos produtivos.

Queda de produção industrial pode ser revertida com novas iniciativas como a portaria 309

O setor industrial vem sofrendo uma constante queda de produção e fechamento de fábricas, os fatores que contribuem para o índice negativo é a estruturação econômica brasileira e a falta de investimento em tecnologias e equipamentos de ponta. Com as aplicações certas, a tendência é a inversão do cenário atual.

Com as tecnologias fornecidas e com a utilização de equipamentos que somente países que possuem grande escala de produção podem prover, será possível fabricar produtos com maiores valores agregados, que não sejam somente bens primários e de baixo valor para a balança comercial.

Após edição da portaria 309 e a regulamentação pela portaria 324, que visa reduzir o Imposto de Importação sobre bens de capital, bens de informática e telecomunicações, a projeção é o cessamento do índice negativo. O setor industrial passará a ter um indicador positivo, pois a redução das alíquotas dos impostos de importação e o reflexo da desoneração dos outros impostos que deixam de serem aplicados  possibilitam a importação de bens de capital com mais tecnologia, o que consequentemente fará a competitividade industrial aumentar.

A partir dessa mudança, nossa expectativa é que o mercado interno seja abastecido com mais rapidez e facilidade, e com e bens manufaturados finais de mais qualidade e competitividade com relação aos importados para abastecer o mercado interno e também exportados à mercados exteriores que exigem certas normatizações, padronizações, melhor qualidade e competitividade, pois o custo para investimentos em máquinas e equipamentos com alta tecnologia importada para produção nas indústrias terão o preço reduzido, com uma taxação menor de impostos.

Abimei participa do Prêmio Potência de Inovação Tecnológica realizado pela revista Potência

O presidente executivo da associação, Paulo Castelo Branco participou da cerimônia de entrega de premiação

 

No dia 24 de outubro ocorreu a cerimônia de entrega do Prêmio Potência de Inovação Tecnológica 2019, em São Paulo, no Novotel Center Norte, o evento foi uma realização da HMNews Editora e Eventos, promovido pela Revista Potência. O evento tem como objetivo reconhecer publicamente o trabalho das empresas e profissionais no desenvolvimento e disponibilização para o mercado brasileiro de inovações tecnológicas, incluindo diversos campos da eletricidade e iluminação.

Paulo Castelo Branco, presidente executivo da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos industriais), foi convidado para entregar a premiação do troféu Bronze, na categoria “automação predial”, para Camila Guerra, CEO da Finder, engenheira responsável pelo produto Finder Yesly, sistema que permite conectar luzes e persianas elétricas. “É uma grande honra poder participar dessa premiação que valoriza o desenvolvimento de novas tecnologias para o mercado”, comenta.

Durante o evento foram entregues prêmios para os segmentos de fios e cabos elétricos, linhas elétricas, sistema de conexão e acessórios; painéis, invólucros e barramentos blindados de baixa tensão; dispositivos de proteção, seccionamento e comando de baixa tensão; automação predial; iluminação residencial, industrial, comercial e pública; smart grids; indústria 4.0; energias renováveis, eficiência energética e qualidade de energia; Instrumento de teste e mediação; softwares e aplicativos; áreas classificadas.

Todos as segmentações contaram com premiações divididas em prêmios “ouro, prata e bronze”, além disso durante o evento foi realizada a entrega de um troféu especial para a personalidade inovadora do ano Carolina Fonseca, da empresa Altronic, recebeu a homenagem, com o intuito de reconhecer o trabalho que tem se destacado pela inovação tecnológica em sua área de atuação. 

Brasil ocupa 71º lugar em ranking de competitividade global

País eleva uma posição  no ranking de competitividade Global, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial

O Brasil alcançou a 71ª posição entre 141 países, no ranking de Competitividade Global, de acordo com relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEC – World Economic Forum). Mantendo a inflação sob controle, facilitando as regras para a abertura e fechamento de empresas,  e demonstrando mais eficiência no mercado de trabalho, o País conquistou a melhor pontuação dos últimos quatro anos, subiu um lugar na lista e recebeu a nota de 60,9 pontos, próxima à média entre os demais países, que ficou em 61 pontos, de acordo com o levantamento. 

O relatório classificou como líder Singapura, com 84,8 pontos, que ultrapassou os Estados Unidos, Hong Kong e Holanda. O levantamento elaborado pelo Fórum Econômico Mundial avaliou os países em 12 pilares: infraestrutura, estabilidade econômica, instituições, mercado de produtos, mercado de trabalho, saúde, sistema financeiro, dinamismo de negócios, habilidades, adoção de tecnologia da informação, tamanho de mercado e capacidade de inovação.

Ainda que o País tenha elevado uma posição por questões de infraestrutura e dinamismo de negócios, de acordo com os dados apontados, se faz necessário maior desenvolvimento em segurança governamental, com a posição de 130ª, e equilíbrio econômico, assumindo o 115º lugar.  

A Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais) promove e apoia ações que estimulam a competitividade e favorecem o crescimento econômico do País, que auxiliam na evolução do setor industrial de forma assertiva, como a medida dos ex-tarifários, que se baseia na redução dos impostos de importação, e iniciativas que auxiliam no desenvolvimento da indústria 4.0, que abrange as principais inovações tecnológicas do segmento.