ABIMEI contrata Presidente Executivo

A Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI) contratou o economista e empresário Paulo Castelo Branco, que até o fim de 2018 era presidente do Conselho de Administração da entidade, para a função recém-criada de Presidente Executivo.

O objetivo principal da nova função será manter e intensificar a interface com o Governo Federal, em busca de garantir a participação do setor no centro de decisões relacionadas à indústria brasileira e às questões de comércio exterior.

“Temos confiança de que a contratação de um executivo vai nos ajudar a mostrar com ainda mais força e eficácia que os obstáculos à importação de máquinas industriais são entraves ao desenvolvimento do Brasil”, avalia Ennio Crispino, que hoje dirige o Conselho de Administração da ABIMEI. “O Paulo tem a experiência e os conhecimentos necessários para aumentar a representatividade do nosso setor”, diz o dirigente.

“Temos que tomar proveito da mudança de ares na economia e mostrar como a indústria e o Brasil podem se beneficiar da tecnologia que nossos associados trazem para o País, e como essa tecnologia pode nos ajudar a ser mais produtivos e competitivos”, afirma Paulo Castelo Branco.

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Palavra do Presidente

O ano de 2019 é promissor por muitos motivos. A mudança de governo tem naturalmente a vantagem de dar novos ares e ânimos à economia, que vinha combalida por crises sucessivas há vários anos. Mais benéfico do que apenas a troca em Brasília, no entanto, são as demonstrações cada vez mais frequentes de que o Brasil está finalmente olhando na direção correta em termos de abertura comercial e da importância da tecnologia para a produtividade da indústria.

Vemos isso no noticiário com cada vez mais frequência, e a ABIMEI tem constatado esse sentimento renovado nas diversas conversas que a entidade tem mantido com o governo federal, o qual desde meados do ano passado vem se mostrando cada vez mais aberto a entender as necessidades urgentes de facilitar a importação de máquinas e equipamentos industriais.

A ABIMEI enxerga esse movimento com entusiasmo e cautela. É preciso continuar e intensificar o trabalho que iniciamos em Brasília, manter a presença e mostrar – tanto nas reuniões como na imprensa – o quanto a indústria nacional e toda a cadeia produtiva têm a ganhar com o maquinário importado que nossos associados trazem ao País.

Este é exatamente o objetivo principal da ABIMEI para este ano: crescer em força e representatividade junto aos órgãos governamentais, para continuamente prestar serviços de qualidade e defender o setor que representamos. Em breve anunciaremos novidades em nossa gestão sobre quais ações já estão sendo tomadas para demonstrar na prática esse novo momento de aprimoramento dos relacionamentos com o Governo, associados e mercado.

 

Ennio Crispino

ABIMEI e Governo discutem entraves à importação de máquinas

A Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (ABIMEI) se reuniu com membros do Governo Federal para discutir os entraves às importações de máquinas e tecnologia industrial no País. O recém-contratado Presidente Executivo da entidade – Paulo Castelo Branco – participou de uma reunião com Carlos Pio, que é chefe da Assessoria Especial da Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, órgão submetido ao Ministério da Economia. O encontro faz parte dos esforços da nova diretoria da ABIMEI para aproximar os importadores do centro de decisão do governo federal e lutar por mais competitividade no setor.

A reunião teve como objetivo fazer uma avaliação das principais barreiras às importações de máquinas industriais e mostrar o quanto isso impacta os custos totais da indústria e toda a cadeia produtiva. Além disso, a ABIMEI levou a Carlos Pio propostas de como o governo poderia desonerar esse processo.

“Nossa avaliação do encontro é excelente”, observa Paulo Castelo Branco. “Temos agora uma boa interface no Ministério da Economia, que está olhando na direção certa quando se trata de abertura comercial no setor produtivo. Com a presença cada vez mais forte no centro das decisões do governo, temos a oportunidade de fazer um trabalho de grande valia para o segmento de importação de tecnologia industrial e em prol da produtividade e competitividade do Brasil”, explica o executivo.

Segundo ele, a ABIMEI vai manter os contatos frequentes com o governo para fazer cada vez mais parte das decisões referentes ao setor.

Empossada nova Diretoria da ABIMEI

Uma presença ainda mais ativa junto ao governo federal e uma crescente variedade de serviços para associados. Com esses objetivos, a nova diretoria da ABIMEI – eleita no fim de 2018 – assumiu a associação agora em janeiro.

Presidente da entidade entre 2010 e 2015, Ennio Crispino voltou ao cargo máximo da ABIMEI, substituindo Paulo Castelo Branco. O Conselho de Administração também conta agora com Reinaldo Bonilha da empresa PR2 como vice-presidente e Guilherme Couto da DMG Mori como secretário-geral. Christopher Mendes da Brasia permanece como diretor financeiro.

Houve mudanças também no Conselho Deliberativo, que passou a ter cinco membros. Presidido agora por Flávio Paiva, da IPC Brasil, o Conselho tem como membros Achilles Arbex, da AMT Brasil, David Campos, da Remadi, João Carlos Visetti, da Trumpf, e Rogério Portero, da Total Máquinas.

“A ABIMEI conquistou avanços importantes para o setor nos difíceis anos que vivemos desde 2014, com as sucessivas crises econômicas e políticas”, observou  Ennio Crispino. “No entanto, agora que o cenário está mais favorável e as eleições ficaram para trás, já se percebe que este novo Governo tem um entendimento maior em relação à necessidade de uma abertura comercial que beneficie o setor da manufatura no Brasil. Sendo assim, é hora de intensificar nossos esforços para mostrar como toda a cadeia produtiva é beneficiada pela tecnologia que os importadores de máquinas trazem ao país. Redução gradativa de alíquotas de importação e de entraves que prejudicam os usuários importadores de máquinas e equipamentos industriais há muito fazem parte da agenda da Entidade e agora o nosso discurso está cada vez mais alinhado com as iniciativas do Governo e as expectativas do mercado”, explica o dirigente.

Em continuidade ao trabalho desenvolvido pelas recentes gestões da Entidade, a nova Diretoria pretende colocar em prática novos projetos tais como um inovador Congresso Técnico com conferencistas internacionais trazidos pelos associados, criação de um Centro de Serviços para os atuais e novos associados que necessitem profissionais especialistas em diversas áreas, captação de novos associados em áreas de atuação até então não cobertas pela ABIMEI, organização de Missões Comerciais para visitar Feiras, Fabricantes e usuários de Equipamentos em diversos países e novos cursos & workshops com temas ligados à área de comércio exterior.

Dubai: onde a inovação supera a imaginação

Nos últimos cinquenta anos, Dubai deixou de ser um pequeno vilarejo de pescadores para se transformar em uma economia integrada, moderna e vibrante. O processo de desenvolvimento veio com o início da exploração de petróleo, mas, diferentemente da maioria dos demais exportadores de petróleo, Dubai conseguiu diversificar sua economia, investindo em uma moderna estrutura de serviços financeiros, turismo e comércio. Com isso, o emirado se tornou um modelo de desenvolvimento econômico não só para os outros seis emirados que formam os EAU, mas também para outras nações do Oriente Médio.

O setor industrial de Dubai exerce um papel determinante nesse processo de diversificação. Um dos fatores que favoreceu o desenvolvimento industrial do emirado foi o estabelecimento das free zones, que são áreas nas quais as empresas contam com uma série de benefícios financeiros e incentivos, como isenção de impostos de renda de pessoa física e jurídica por um determinado período de tempo, isenção de tarifas e taxas de importação e re-exportação, entre muitos outros. Além disso, as free zones operam em um modelo de cluster, agrupando indústrias similares ou complementares, criando várias outras vantagens naturais. A maioria das free zones estão estrategicamente localizadas próximo à infraestrutura alfandegária e de transporte.

Um dos segmentos industriais que mais tem se destacado é o de alumínio. A fusão de uma das primeiras empresas do setor, a Dubai Aluminium (DUBAL), com a Emirates Aluminium (EMAL) deu origem à quinta maior produtora de alumínio primário do mundo, a Emirates Global Aluminium (EGA), com capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas por ano. A indústria do aço também contribui significativamente para a economia de Dubai, tendo batido recordes de produção nos últimos anos. Em preparação para sediar a Expo 2020, a taxa composta de de crescimento anual projetada para utilização de aço nos Emirados Árabes entre 2016 a 2020 é de 8%.

Lançado pelo governo em 2016, o plano de desenvolvimento Dubai Industrial Strategy 2030 identificou 75 iniciativas e seis segmentos prioritários de alto valor: aeroespacial, marítimo, alumínio e metais fabricados, farmacêutico e equipamentos médicos, alimentos e bebidas, e máquinas e equipamentos. O plano estratégico tem como objetivo transformar os Emirados Árabes em uma plataforma global para indústrias inovadoras e um destino preferencial para empresas internacionais em busca de um ambiente favorável e integrado para crescer de maneira sustentável.

Para alcançar esse objetivo, Dubai conta com uma agência de promoção de exportações e atração de investimentos, a Dubai Exports, que desenvolve projetos e iniciativas para promover o comércio entre Dubai e o resto do mundo. O trabalho da agência envolve a elaboração de estudos de mercado, realização de missões comerciais, participação em feiras setoriais, entre muitas outras iniciativas que visam facilitar as negociações entre produtores sediados no emirado e empresas de outros países, além de fornecer todo o suporte necessário para empresas internacionais interessadas em se instalar no emirado e aproveitar todas as vantagens oferecidas pelas free zones.

A ABIMEI estabeleceu recentemente uma parceria com o escritório da Dubai Exports no Brasil, com o intuito de auxiliar membros interessados tanto em importar máquinas e equipamentos de Dubai, como em estabelecer operações no emirado. Entre as empresas com as quais a Dubai Exports pode auxiliar a estabelecer contato, está a Accumech, que faz parte do Al Jazeera Emirates Group, um dos grupos industriais pioneiros nos Emirados Árabes. A empresa produz máquinas CNC de alta precisão (router, plasma e waterjet) para cortar e gravar uma grande variedade de materiais e está localizada em Jebel Ali, uma das free zones de Dubai, facilitando o envio de seus produtos para qualquer parte do mundo.

Outra fabricante de Dubai do setor de máquinas e equipamentos é a Al Ameen Lathe Workshop, especializada em equipamentos de carga e transporte. Seu portfólio de produtos é composto de sistemas de docas, rampas para empilhadeiras, rampas para containers, trailers de utilidade industrial, carrocerias de caminhões, acessórios para empilhadeiras, entre muitos outros. A empresa conta ainda com uma robusta estrutura de serviços, inclusive produção customizada. O contato com essas e quaisquer outras fabricantes de máquinas e equipamentos de Dubai pode ser feito por meio do escritório da Dubai Exports em São Paulo, o qual poderá oferecer todo o apoio necessário para facilitar as negociações e fornecer orientações necessárias para o processo de importação.

Taiwan Trade Center e ABIMEI realizam seminário sobre manufatura inteligente

O Taiwan Trade Center do Brasil e a ABIMEI promoveram neste mês o seminário Manufatura Inteligente. O evento abordou o panorâma atual da indústria de máquinas-ferramenta na manufatura inteligente de Taiwan, e contou com a presença de líderes de automação industrial no Brasil, como a Advantech e a Hiwin, para apresentar as soluções voltadas ao processo fabril mais inteligente e enxuto. O seminário também teve a participação do Banco Santander, que falou sobre a linha de financiamento para máquinas importadas de Taiwan.

Pela ABIMEI, participou o membro do conselho e ex-presidente da entidade, Ennio Crispino.

Confira algumas das imagens:

 

China quer ser maior importador de serviços do mundo

Em um reconhecimento ainda maior à importância das importações, a China planeja aumentar a importação do setor de serviços nos próximos cinco anos, em uma tentativa de suprir a crescente demanda doméstica e contribuir mais com o comércio global, de acordo com uma declaração do governo nesta semana.

A expectativa é que a importação de serviços alcance 2.5 trilhões na moeda local (Renminbi) nos próximos cinco anos, segundo o comunicado. Isso representaria mais de 10% de toda a importação de serviços do mundo.

A iniciativa é parte das metas de longo prazo da China, anunciada pelo presidente Xi Jinping na abertura de uma exposição internacional. O presidente afirmou que pretende que as importações de serviços superem 10 trilhões nos próximos 15 anos.

A reportagem é do jornal China Daily, e você pode ler a matéria completa, em inglês, clicando aqui.