Indústria corresponde a 20,4% do PIB brasileiro

Setor é um dos principais agentes para a retomada econômica do País

 Com os efeitos da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, o setor industrial nunca foi tão indispensável para a economia brasileira. O setor é um dos grandes responsáveis por gerar empregos essenciais para a retomada econômica, pois segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), corresponde a 20,4% do PIB (Produto Interno Bruto) e é responsável por 69,2% das exportações e 69,2% da pesquisa e desenvolvimento. 

Ainda de acordo com os cálculos da CNI, o setor industrial paga 33% dos tributos federais e 31,2% da arrecadação previdenciária, e a cada R$ 1 produzido na indústria gera R$ 2,43 na economia nacional. Esse mesmo R$ 1 na agricultura tem um impacto de R$ 1,75 na economia e de R$ 1,49 no setor de comércio e serviços. A indústria também remunera melhor seus colaboradores do que os demais setor, pois o salário de um profissional com ensino superior é em média de R$ 7.756, enquanto a média brasileira é de R$ 5.887. 

Para o presidente da ABIMEI (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), Paulo Castelo Branco, os dados evidenciam que o setor industrial necessita de fortalecimento, principalmente, no atual cenário econômico. “O Brasil precisa urgentemente estimular o setor industrial, para que ele seja cada vez mais produtivo e competitivo, ajudando a superar a mais grave crise sanitária, econômica e social que já vivenciamos”, relata.  

O economista explica que o setor produtivo atende a diversas necessidades da população e faz a economia funcionar. “Quando falamos sobre o processo de crescimento do PIB, estamos nos referindo ao processo de produção brasileiro. Por esse motivo, este é o momento ideal para revisar toda a nossa estrutura industrial, para aproveitar a chance de importar tecnologia moderna em custo competitivo para o fortalecimento do setor, a fim de ajudar diretamente na retomada econômica”, declara o presidente da ABIMEI. 

“Crie um Futuro Preciso” Taiwan Excellence apresenta as últimas inovações de máquinas e acessórios inteligentes

Taiwan Excellence, uma campanha internacional para promover os produtos de Taiwan, organizará o “Webinar de Máquina-Ferramenta Inteligente e Componentes de Precisão” em 17 de Março. Nove empresas certificadas pelo símbolo de produtos de excelência – Taiwan Excellence – apresentarão suas mais recentes soluções de processamento de metal.

A indústria mecânica de Taiwan desfruta uma ótima reputação global devido à sua capacidade de fornecer excelentes equipamentos a preços competitivos. Hoje em dia as indústrias locais caminham para o desenvolvimento de equipamentos de alta precisão aliando integração de tecnologia de informação e telecomunicação.

A pandemia COVID-19 causou grandes danos econômicos, e os países das Américas estão em processo de recuperação para revitalizar suas indústrias. Até dezembro de 2020, o índice PMI da indústria norte-americana cresceu continuamente por oito meses, enquanto que no Brasil o índice se manteve acima de 60 por cinco meses consecutivos no mesmo período. Além disso, o grupo Volkswagen AG, a segunda maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou um gasto de US$ 234 milhões dólares para montar sua linha de produção de motores de automóveis no México. Apesar do ritmo lento, as indústrias estão caminhando para a recuperação e terão novas demandas por máquinas de produção.

Para facilitar as indústrias nas Américas a conhecer melhor as máquinas inteligentes e de precisão de Taiwan, o webinar conta com participação de 5 fabricantes de máquinas-ferramenta conceituados de Taiwan, incluindo CHMER, Taiwan Takisawa, APEC, Campro e AXILE, que apresentarão suas soluções mais recentes para usinagem de metal, máquinas projetadas para a indústria aeroespacial, interface homem-máquinas e sistemas de automação, e 4 fabricantes de componentes de precisão: Gifu, AutoCam, Taiwan Chelic e GMT Global, para apresentar soluções relacionadas à porta-ferramenta, mesas rotativas duplas, componentes pneumáticos e elétricos para automação industrial.

As 9 empresas também estarão expondo no pavilhão online da TIMTOS 2021 (Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta em Taiwan). Este evento online será realizado entre 15 de Março a 15 de Abril, e cerca de 1.000 empresas estarão expondo seus produtos no estande virtual 3D, com imagem e vídeos, atendendo os visitantes por meio de chat ao vivo ou agendamento de videoconferência.

Webinar de Máquina-Ferramenta Inteligente e Componentes de Precisão ocorrerá às 16:00 do dia 17 de Março, 2021. 

Informações sobre o evento e inscrição pode clicar no link :

https://sites.google.com/taitra.org.tw/temachinetoolshowcase

Sobre Taiwan Excellence

O Prêmio Taiwan Excellente é criado em conjunto pela BOFT e TAITRA desde 1992, com o objetivo de promover marcas taiwanesas. Hoje, o prêmio é a maior referência para os produtos de origem taiwanesa, representando a inserção de Taiwan aos padrões globais de fabricantes de qualidade em termos de inovação, design e fabricação.

Apesar da queda de -7,6% no setor de bens de capital, mercado Industrial segue com expectativas de crescimento para este ano

As importações de bens de capital totalizaram US$ 3 587,1 milhões em janeiro de 2021 ante a US$ 3 883,9 milhões, registrados em janeiro de 2020

As importações de bens de capital totalizaram US$ 3 587,1 milhões em janeiro de 2021  e registraram queda de -7,6%, ante o mesmo período do ano anterior, quando o montante chegou a US$ 3 883,9 milhões, segundo dados do Ministério da Economia, compilados pela Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais). 

“A queda de -7,6% nas importações de bens de capital no início de 2021 demonstra o quanto a indústria vem sendo recorrentemente afetada pelos efeitos da pandemia de Covid-19”, comenta Paulo Castelo Branco, economista e presidente executivo da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais). 

O especialista explica ainda que a saída para a retomada do segmento é comprar mais bens de capital, com maior tecnologia, que podem ser  importados de vários países do mundo. “Neste ano de incertezas, para que haja fortalecimento do setor nacional, é necessária a retomada em massa dos meios de produção para produtos manufaturados, desta forma a indústria poderá abastecer o mercado local e aumentar o nível de exportação também ” – complementa o economista.

A categoria bens intermediários registrou avanço de 11,3%, passando de US$ 8 507,7 milhões no primeiro mês de 2020 para US$9 466,3 milhões no mesmo período de 2021. As importações de peças e acessórios para bens de capital (subcategoria de bens intermediários) cresceram 1,8%, obtendo US$ 1 878,5 milhões no mês avaliado em 2021, ante US$ 1 845,9  milhões em janeiro de 2020. 

Governo reduz de 16% para 2% taxa de importação de autopeças para tratores

O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou no dia 04 de fevereiro, por meio de suas redes sociais, a redução no imposto sobre a importação de autopeças para tratores não produzidos no Brasil, que passou de 16% para 2%. Com a medida, a expectativa é que haja redução do custo de produção no setor agrícola. A resolução Nº 150 da Camex mostra que mais de 400 itens serão beneficiados pela decisão.

Durante o processo de avaliação da redução, o Ministério havia recebido a demanda do setor privado e a repassou, para que fosse discutida pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O Comitê, subordinado ao Ministério da Economia, alterou a lista oficial de componentes de maquinário agrícola não produzidos em território nacional, adicionando 19 peças mecânicas ao rol de mercadorias com direito à isenção.

O ato foi comemorado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que analisou que as reduções vão gerar mais competitividade para o agronegócio. Na lista de redução estão  autopeças para tratores e caminhões, como pneu, câmbio, maçaneta, espelhos, motores, cabeçotes, válvulas, entre outros. 

Para Paulo Castelo Branco,  economista com mais de 30 anos de atuação no mercado de automação industrial e presidente-executivo da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), essa iniciativa é muito benéfica para as empresas do setor, já que contribui para a redução das despesas de produção em um momento muito importante, em que o País tenta se recuperar da crise causada pelo novo coronavírus”, comenta. 

Essa redução foi registrada em duas resoluções publicadas na edição do Diário Oficial da União (DOU) no início do mês de fevereiro.  Desde 2019, o Cegex já havia reduzido o imposto de importação para outros nove modelos de autopeças. De acordo com a postagem do presidente, acompanhada de uma foto ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a medida “reduzirá o custo de produção no setor agrícola”.

TRUMPF celebra 40 anos de presença no Brasil, pronta para o futuro

São Paulo, fevereiro 2021 – Vai longe o dia 2 de fevereiro de 1981, quando a TRUMPF começou a escrever a sua história no Brasil. Do início modesto, em parceria com a área de vendas da então Ferrostaal, com quem comercializava suas máquinas, a gigante alemã do setor de tecnologia laser e soluções de produção trilhou um caminho de sucesso, em meio a todos os percalços econômicos que o país enfrentou, desde então. 
A TRUMPF Brasil chega aos 40 anos com a invejável marca de mais de 1.800 máquinas instaladas no território brasileiro. Destas, 1500 ainda estão ativas em pleno funcionamento, produzindo e gerando lucro para seus proprietários. “Esta é uma característica distintiva dos nossos produtos. As máquinas continuam operando perfeitamente, durante várias décadas”, diz João C. Visetti, CEO da TRUMPF Brasil. 
Assim, elas passam de mão em mão, de empresa a empresa, quando o dono entende que está na hora de comprar um equipamento novo, com mais recursos e maior produtividade. E mais uma vez, a escolha é pela máquina TRUMPF.  “Somos reconhecidos globalmente pela alta produtividade e qualidade das nossas máquinas além das  soluções para linha de produção. Ter uma máquina TRUMPF é o sonho da grande maioria dos empresários do setor de corte, dobra e puncionamento de chapas”, orgulha-se Visetti. 
Não é à toa. Nesses 40 anos, a TRUMPF trouxe para o Brasil a primeira máquina de corte laser com potência de 2,7 W, de 3,0 kW, de 5 kW, de 6 kW, de 8 kW, de 10 kW e agora 12 kW. Foi ainda a primeira – e até agora única – fabricante a instalar uma solução completa de manufatura 4.0 numa empresa brasileira.
“Esse sucesso é graças ao apoio e confiança de diversas empresas que consideramos parceiras e, me atrevo a dizer, até amigas. Citar nomes seria injusto, devido ao grande número de empresas que nos ajudam a alçar a liderança absoluta do mercado. Somos gratos a cada uma delas e aos seus proprietários pela confiança em nós depositada, e asseguramos estaremos comemorando muitos outros jubileus juntos”, declara o CEO da TRUMPF Brasil. E completa: “Neste momento, o nosso maior patrimônio também precisa ser lembrado, e agradeço a cada um dos colaboradores, representantes e parceiros, ainda na ativa ou não, pela sua participação nesta jornada de sucesso”.

Desempenho no mapa global 

Fundada em 1923, na Alemanha, com sede em Ditzingen, o Grupo TRUMPF é líder global em soluções de produção nos setores de máquinas-ferramenta e tecnologia laser. Com raízes profundamente fincadas em pesquisa e desenvolvimento, onde aplica em média 10% do seu faturamento anual, a empresa está impulsionando a conectividade digital na indústria de manufatura por meio de consultoria, plataforma e software.

Atualmente, a TRUMPF possui três Smart Factories em operação no mundo, respectivamente em Chicago (EUA), Taicang (China) e Ditzingen (Alemanha). Projetadas como um ambiente de manufatura totalmente conectado, as Smart Factories produzem peças para máquinas TRUMPF e também servem como um centro de demonstração – um lugar onde os clientes podem ver por si mesmos como funciona a fabricação de peças de chapas metálicas de forma eficiente.

No ano fiscal 2019/2020, encerrado em 30 de junho, o Grupo registrou cerca de 14.300 colaboradores e teve receita de vendas de 3,5 bilhões de euros. Com mais de 70 subsidiárias, a TRUMPF está representada em quase todos os países da Europa, América do Norte e do Sul e Ásia. Possui instalações de produção na Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália, Áustria, Suíça, Polônia, República Tcheca, EUA, México, China e Japão.

No Brasil, onde está presente há 40 anos, com sede em Barueri (SP), a empresa possui uma operação solidificada e com abrangência para prover assistência técnica a seus clientes em diferentes regiões, sendo responsável também em dar suporte às operações de serviços na América do Sul.  Entre funcionários, representantes e parceiros, a filial brasileira reúne aproximadamente 100 colaboradores, muitos dos quais com mais de 20 anos de atuação.

“O que explica esta longa permanência da TRUMPF no Brasil é a tradição da empresa em investir nos países com potencial para a expansão dos seus negócios. O Brasil continua sendo um mercado relevante para a matriz. Estamos aqui para promover a modernização da indústria brasileira, trazendo soluções e inovação que ajudem o cliente a ter 2 vezes mais produtividade do que há 5 anos. Isso representa economia de insumos e de custos da produção. E vale para clientes de qualquer porte. Estamos prontos para ajudar o empresário brasileiro nessa jornada rumo ao futuro ”, finaliza Visetti.

A ABIMEI- Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais Parabeniza e Homenageia a associada TRUMPF pelos 40 anos de Brasil .

Este é um dos exemplos de atuação dos membros da nossa associação.

Empresas como esta que fazem a  importação de máquinas com alta tecnologia da suas fábricas na Europa para fornecer para as nossas indústrias e desta forma possibilitando aumento de produção de produtos de maior tecnologia e valor agregado, além da geração de empregos e um maior faturamento para o nosso setor industrial Brasileiro que abastece o mercado interno e possibilitando a competitividade para exportar para outros países produtos manufaturados.

Por isto defendemos o lema defendido pela ABIMEI:

“ Importar equipamentos com alta tecnologia para as Indústrias Brasileiras é o que Exporta”.

Plasolution adquire quatro novos robôs da Yaskawa Motoman Robótica do Brasil

Para atender o mercado com qualidade, agilidade e redução de custos, a empresa projeta adquirir mais robôs


Fornecer soluções em plástico específicas para o mercado com competitividade operacional e qualidade indiscutível. Com esse propósito, a Plasolution – empresa especializada no desenvolvimento, fabricação, montagem e comercialização de peças técnicas em plástico, através dos processos de Vacuum Forming, Injeção e Pintura – acaba de adquirir quatro  robôs Yaskawa Motoman Robótica do Brasil para as áreas de lixamento e corte de peças plásticas.


A parceria da Plasolution com a Yaskawa Motoman Robótica do Brasil foi firmada há pouco mais de 11 anos, quando a empresa instalada em Mogi das Cruzes, São Paulo, em uma área de 5.000 m², adquiriu seu primeiro robô. Ao longo dos anos, o parque fabril da empresa se modernizou, acompanhando a expansão do mercado, de tal modo que a Plasolution soma no momento oito  robôs, ou seja, além dos recém-adquiridos, mais dois jatos d`água e dois robôs de lixamento.


“Atualmente, apenas na planta de vacuum forming ocupamos uma área de 10.000 m² e os robôs estão instalados nas áreas de corte e preparação, executando corte jato d’agua, corte a fresa e lixamento”, explica Luana Gomes, responsável pelo Comercial da empresa.


Luana destaca que, inicialmente, na área de corte, onde foram instalados os robôs e atuavam cerca de 10 funcionários, houve a necessidade de treinamento.   Hoje, por turno, dois funcionários operam os robôs, sendo que a empresa mantém três turnos e vem se tornando referência na manutenção de mão de obra especializada e qualificada. “Com os robôs, a Plasolution garante maior agilidade e, principalmente, precisão na produção, com redução de custos e de mão de obra”, evidencia.


Esse resultado positivo, que vem sendo mapeado pela empresa a partir da instalação dos robôs na planta,  a levou a investir, ainda mais, na automação dos processos. “A Plasolution tem projeto para comprar mais quatro robôs para lixamento, três para corte, dois para pintura e dois para colagem”, adianta a responsável pelo Comercial.


Não diferentemente do cenário empresarial nebuloso registrado em 2020, a Plasolution acompanhou seus volumes de venda baixarem no início do ano passado, sofrendo os impactos da pandemia. Entretanto, com a retomada do mercado, houve elevado aumento da demanda, impulsionada pelo setor agrícola. Paralelamente, a empresa também enfrentou um momento difícil e desafiador devido à falta e encarecimento abusivo dos preços das matérias-primas.


Ressalta-se que o mercado agrícola está cada vez mais exigente, tecnológico e busca equipamentos precisos e que garantam qualidade. “A Plasolution tem condições de atender esse segmento, com agilidade e custo. Por isso, estamos investindo na automação do nosso  parque fabril para ser capaz de atender à crescente demanda do mercado nacional. Para tanto, contamos com a Yaskawa Motoman Robótica do Brasil para seguir neste caminho e atuar no fornecimento de soluções com qualidade, precisão, custo e tecnologia”, sintetizou Luana.


O MH-180 adquirido pela Plasolution é um  robô de seis eixos que possui redutores de velocidade de alta performance e movimentos de alta velocidade capazes de reduzir os tempos de ciclo. Tem capacidade de carga de 180 kg, maior movimento e classificações de inércia  que permitem lidar com cargas úteis maiores e pesadas. “O design simplificado resulta em um perfil de punho bastante estreito, com redução de largura  em mais de 200 mm. Isso permite o acesso mais fácil a espaços confinados, melhorando a flexibilidade de aplicação. O raio de interferência do robô é de apenas 515 mm, o menor de sua classe, de modo que pode ser montado mais próximo às máquinas e acessórios, com melhor aproveitamento de espaço no chão de fábrica.

O design aprimorado remove o contrapeso da base do robô, reduzindo seu peso e permitindo maior aceleração, desaceleração e velocidade. Seu consumo de energia  é até 70% menor durante o movimento com economia de 25% durante períodos inativos, se comparado aos modelos anteriores. O MH-180 tem um punho com proteção IP67 e um padrão da estrutura IP54”, detalha Alexandre Gomes, gerente Regional de Vendas da Yaskawa Motoman Robótica do Brasil.

Importações de bens de capital caem 3,5% de janeiro a novembro de 2020

Categoria “equipamentos de transporte industrial” teve queda de 25,6%, e na classificação “exceto equipamentos de transporte” o avanço  foi de 0,7%

As importações de bens de capital totalizaram US$ 22 814,3 milhões nos onze  meses de 2020  e registraram queda de -3,5%, ante o mesmo período do ano anterior, quando o montante chegou a US$ 23 630,6 milhões, segundo dados do Ministério da Economia, compilados pela Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais). 

O volume de equipamentos de transporte industrial importados (subcategoria que se enquadra em bens de capital) teve baixa de -25,6%, passando de US $3.750,4 milhões, para US $2 788,6 milhões. Já nas importações classificadas como “exceto equipamentos de transporte”, houve alta  de 0,7% de janeiro a novembro de 2020, na comparação com 2019, totalizando US$ 20.025,7 milhões, ante US$ 19 880,2 milhões. 

Para Paulo Castelo Branco, economista e presidente executivo da Abimei, a queda das importações de bens de capital por um longo período de 2020 é decorrente aos fortes impactos da pandemia do novo coronavírus. “Os números evidenciam que o setor de importações de bens de capital registrou queda em comparação com o mesmo período de 2019. Neste ano, a estimativa é que haja fortalecimento do “setor industrial no Brasil” por meio da retomada em massa dos meios de produção para produtos manufaturados” – comenta Paulo Castelo Branco, presidente-executivo da entidade.

A categoria bens intermediários registrou queda de -12,4%, passando de US$ 99.363,1 milhões nos onze meses de 2019 para US$ 87 654,9 milhões no mesmo período de 2020. As importações de peças e acessórios para bens de capital (subcategoria de bens intermediários) diminuíram -6,4%, obtendo US$ 18 337,6 milhões nos meses avaliados em 2020 , ante US$ 19 583,9 milhões de janeiro a novembro de 2019.

Já na subcategoria peças e equipamentos de transporte houve recuo de -35,2% nas importações, caindo de US$ 10 548,3 milhões para US$ 6 833,9 milhões. As importações totais tiveram queda de -14,7% de janeiro a novembro de 2020 e movimentaram US$ 140.486,5 milhões, ante US$ 164 792,0 milhões no mesmo período do ano anterior. 

TIMTOS 2021 – DE 15 A 20 DE MARÇO Formato Híbrido (online/presencial)

Exposição com mais de 1200 empresas fabricantes de máquinas-ferramenta de Taiwan 

Inscrições online a partir de 7 de Dezembro 

A “Taipei International Machine Tool Show”- TIMTOS, em 2021 vai estrear um novo formato de exposição com mais de 1200 empresas fabricantes de máquinas de processamento de metal e fabricação de ferramentas, em um formato híbrido, online-offline. A TIMTOS será exibida presencialmente no World Trade Center Hall 1 e no Nangang Exhibition Hall 1 e 2, em Taipei, no período de 15 à 20 de Março de 2021. A versão online do evento, que ocorrerá em paralelo, será caracterizada por uma interação de interface amigável e experiências personalizadas para o usuário, proporcionando aos visitantes uma nova experiência com interação em tempo real com os expositores, colocando oportunidades de negócios ao alcance. 

O início das inscrições para a versão online do evento será dia 7 de Dezembro, maiores informações sobre as atividades digitais serão disponibilizadas pelo organizador, Taiwan External Trade Development Council (TAITRA), através do lançamento de um vídeo no site http://www.timtos.com.tw dia 18 de Dezembro, no qual será explicado em detalhes os planos e pacotes, serviços, canais de promoção e oportunidades de negócios com o objetivo de levar a onda digital para as empresas exibidoras e compradoras. 

TIMTOS está produzindo vários conteúdos digitais sobre a feira: 

– “TIMTOS Salon” que traz uma série de entrevistas com representantes de associações no setor de usinagem de metais de diversos países, como: Estados Unidos, Turquia, Rússia, Índia e Tailândia, relatando a situação de seus mercados locais e expectativas futuras. – “TIMTOS Glimpse” reúne filmagens in loco de produtos e tecnologias inovadoras de expositores selecionados, incluindo: a Shiel Hong Technology (fabricante líder de centros de usinagem em Taiwan), a Keyarrow (fornecedor de cobertura telescópica de alto nível), além de muitos outros vídeos que serão lançados em breve.

Todos os vídeos estão disponíveis no site http://www.timtos.com.tw, onde também é possível encontrar todas as novidades do evento e maiores detalhes. A partir de 07 de Dezembro já será possível se inscrever para a exposição online através site, que ocorrerá de forma conjunta com a exposição presencial da TIMTOS de 15 a 20 de Março. 

Inmetro lança campanha para combater a comercialização de balanças irregulares

São projetadas perdas superiores a R$ 295 milhões com base nas importações irregulares, nos últimos 4 anos

É fato que balanças ilegais negociadas no País trazem prejuízos aos consumidores, comerciantes e aos cofres públicos. Para se ter uma ideia, entre 2015 e 2020, a quantidade de balanças importadas com e sem aprovação de modelo pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) – órgão que certifica com selo e lacre garantindo o produto – atingiram o seguinte montante: 457.456 (com aprovação) e 409.566 (sem aprovação), totalizando 867.022 unidades.

Desse total, 47,2% não têm a aprovação do órgão, percentual que revela a gravidade da situação, uma vez que tais dados se referem apenas às balanças computadoras sem impressora acoplada, aquelas também conhecidas como “comerciais” que possuem três displays para peso, preço por quilo e total a pagar. Esses dados não incluem as balanças industriais irregulares, igualmente sem aprovação de modelo, e que são facilmente encontradas em uso em empresas industriais e comerciais.

Para minimizar o problema, o Inmetro lançou uma campanha para combater o comércio irregular de balanças no País. Segundo o Instituto, o objetivo é identificar indícios de irregularidades, denunciar produtos ilegais e orientar comerciantes e consumidores sobre os danos gerados por tal prática.

Considerando apenas as balanças computadoras sem impressora acoplada, somente em tributos, com base em dados da Receita Federal, são apontados prejuízos aos cofres públicos da ordem de aproximadamente R$ 295 milhões, de 2016 a 2020.

“A lei estabelece que toda balança utilizada para atividade econômica precisa necessariamente ser submetida ao processo de aprovação de modelo e somente as aprovadas estão aptas para venda e uso no País. O não cumprimento da lei pode gerar pesagem incorreta, apreensão do equipamento, multa e até interdição do estabelecimento comercial. Por isso, é preciso certificar se a balança está cumprindo as exigências legais, tais como: selo e lacre do Inmetro, onde e como foi fabricada e a qualidade da pesagem”, explica Carlos Alberto Amarante, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Balanças, Pesos e Medidas (Sibapem).

“A Toledo do Brasil, referência em soluções de pesagem e gerenciamento de informações, calcula ter perdido participação no mercado nos últimos três anos. Pela dificuldade de fiscalização, a empresa acredita que a maior parte das balanças irregulares esteja em uso nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e no interior. Nas capitais e regiões metropolitanas fica mais difícil a presença deste tipo de balança”, afirma Michel Augusto Mathias, gerente de Marketing e Vendas da empresa.

No combate às fraudes nesse segmento, a Toledo do Brasil une esforços junto ao Inmetro, que vem também estabelecendo parcerias com organizações públicas, como o Conselho Nacional de Combate à Pirataria – CNCP, do Ministério da Justiça. Fora a Campanha de combate à comercialização e o uso das balanças irregulares ou falsificadas, o órgão mantém um projeto que visa a desenvolver mecanismos para que o próprio cidadão possa conferir, de maneira rápida, a legalidade do produto.

Além de orientar os consumidores, para os comerciantes o Inmetro fornece informações dos equipamentos legais. Nesse sentido, visando a aprofundar ainda mais o tema, o Instituto contempla as seguintes questões:

  • Avaliação de modelo: o fabricante ou o importador é responsável pela realização de análise que verifica a aderência ao Regulamento Técnico Metrológico, aprovado pela Portaria Inmetro nº 236/1994. Só depois de aprovado a fabricação é autorizada.
  • Verificação inicial: cada balança fabricada é ensaiada e examinada pelo órgão metrológico competente, de acordo com sua Portaria de Aprovação do Modelo. Se aprovada, recebe o lacre e o selo de verificação, ficando apta à comercialização.
  • Verificação periódica ou pós-reparo:  manutenção do controle metrológico que se dá com o instrumento no estabelecimento, ou seja, em operação, garantindo as condições de uso da balança.

Para mais informações, acesse: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/assuntos/noticias/balancas-falsificadas-inmetro-lanca-campanha-educativa-para-combater-o-comercio-irregular-de-balancas

Sobre a Toledo do Brasil

A Toledo do Brasil Indústria de Balanças Ltda. é líder na área de pesagem no País. Possui uma fábrica em São Bernardo do Campo (SP), 20 filiais nas principais cidades brasileiras, mais de 1.300 colaboradores, dos quais 400 são técnicos próprios que atuam em todo o território nacional. Além disso, possui sua própria marca registrada Prix, utilizada em centenas de milhares de produtos do mercado varejista e incorporada às soluções industriais, de exportação e de serviços, aliada a uma rede com mais de 2.000 revendedores e assistências técnicas autorizadas.

Machine Learning: Como treinar máquinas para solucionar problemas e gerar oportunidades de negócios

Douglas Katoch e Marden Pereira Júnior (*)

Os dados estão transformando o mundo e o dia a dia das empresas. Há quem diga que eles são o novo petróleo e o futuro de muitas organizações. No varejo, por exemplo, os dados são fundamentais para compreender o que o cliente deseja e suas percepções sobre a marca. Porém, de nada adianta ter um grande volume de informações se não souber como utilizá-las para gerar insights estratégicos. Nesse sentido, soluções de analyticsinteligência artificial e machine learning podem atuar em conjunto para avaliar os diversos cenários, identificar a causa-raiz de um determinado comportamento e tomar decisões rápidas corretivas ou preventivas.

Embora muita gente ache que inteligência artificial e machine learning sejam a mesma coisa, IA é um conceito mais amplo que inclui o aprendizado de máquina como um de seus recursos. Na prática, o machine learning é um método de análise de dados que automatiza a construção de modelos analíticos, ou seja, é uma ramo da inteligência artificial baseado na ideia de que sistemas podem aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. De tanto treinar com base em exemplos, a tecnologia aprende e ajuda a solucionar problemas em diferentes setores.

Com o machine learning, as empresas podem extrair mais valor de seus dados, impactando diretamente na redução de custos e no aumento da receita e satisfação do consumidor. Imagine uma operadora que começou a receber um grande volume de ligações durante um determinado período. Ao utilizar o aprendizado de máquina, a tecnologia analisa todo o histórico, compreende o que está acontecendo e é capaz de fazer recomendações visando um desfecho positivo.

Assim como nós, humanos, nos tornamos mais habilidosos à medida que executamos uma tarefa várias vezes, algo semelhante acontece nos sistemas de inteligência artificial: dados disponíveis publicamente na Internet ou registrados em plataformas próprias servem de treinamento para os algoritmos de IA. É o caso de chatbots que, no início da pandemia, foram treinados com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) para fornecerem informações sobre a Covid-19 – prevenção, sintomas, diagnóstico e tratamento.

Com o tempo, as iterações (repetição de uma ou mais ações) tornam os sistemas mais inteligentes a ponto de descobrirem percepções ocultas, falhas, tendências e novas oportunidades. Para exemplificar, vamos supor que uma fabricante de relógios que fazem a leitura de energia elétrica em residências passe a receber reclamações de que há unidades sem um parafuso, display ou etiqueta. Nesse caso, a fábrica tem apenas uma opção: receber o produto de volta e substitui-lo a título de garantia. Mas o que o machine learning tem com essa história?

Felizmente, tem tudo a ver. Ao treinar a tecnologia com imagens de relógios montados de forma errada, as câmeras instaladas acima da esteira de montagem permitirão que o sistema com ML reconheça imediatamente se há alguma unidade com problema. Dessa maneira, soa-se um alarme na esteira de produção para retirada do produto.

Portanto, todas as empresas voltadas para dados podem se beneficiar com o treinamento de máquina para apoiar o homem na tomada de decisões estratégicas. O machine learning oferece valor para corporações que precisam entender melhor as mudanças de comportamento, preferências e satisfação do clientes, como os SACs. Os líderes de negócios passaram a perceber que há muitas coisas que acontecem nas empresas e indústrias que não podem ser compreendidas sem o auxílio de sistemas analíticos inteligentes. Geralmente são perguntas, padrões e anomalias que apenas a utilização correta dos dados poderá ajudá-los.

Ao unir algoritmos corretos, que sejam alimentados com dados mais adequados, e usando os melhores modelos de desempenho é possível treinar continuamente o sistema de software e aprender com os resultados por meio de dados, permitindo chegar a previsões que possam auxiliar no dia a dia dos negócios e nas mudanças que eventualmente se tornem necessárias.

O emprego mais amplo de machine learning e analytics irá possibilitar respostas mais rápidas para a tomada de decisões. Os insights gerados dos dados podem ser integrados aos processos de negócio e atividades operacionais para responder às mudanças de demandas do mercado em um cenário cada vez mais dinâmico e incerto. Como resultado, as empresas podem se manter à frente da concorrência e tomar medidas proativas para manter sua vantagem competitiva em tempo real.

(*) Douglas Katoch é gerente de Technical Sales da Scala, empresa do Grupo Stefanini. Marden Pereira Júnior é gerente comercial da Scala em Belo Horizonte.