ABIMEI participa de painel ‘A indústria 4.0 no Brasil e no mundo’ durante a Feimafe 2017

Nesta sexta-feira, dia 23 de junho, a ABIMEI – Associação Brasileira dos Importadores e Máquinas e Equipamentos Industriais – participou de um dos painéis realizados durante a FEIMAFE 2017. Paulo Castelo Branco, presidente da entidade, debateu o tema juntamente com Lucas Horta, sócio da EY, Fabiano Negrão, diretor executivo da EY, Alcides Braga, presidente da ANFIR, Rogério Vitalli, diretor efetivo do Instituo Avançado de Robótica, João Carlos Visetti, presidente da TRUMPF, Rudiger Leutz, CEO da Porsche Consulting, e Marcos Amaral, da Volkswagen.

Lucas Horta, sócio da EY, iniciou o painel com uma ampla apresentação sobre o mundo digital e como as aplicações já estão presentes no dia a dia das pessoas e das indústrias. Ele lembrou que, entre os grandes desafios das empresas, estão o ganho de flexibilidade, produtividade e a baixa tolerância ao erro. E a transformação digital vem ajudar em todos estes quesitos.  “Alguns setores estão mais avançados na aplicação das novas tecnologias e outras nem tanto. Mas, estamos vivenciando a 4ª revolução industrial”, afirmou.

Após mostrar cases reais de aplicações, ressaltou que as empresas que já caminharam no sentido da transformação digital são, em média, 26% mais lucrativas e crescem 2,5 vezes mais rápido que as companhias que não seguiram neste sentido. No entanto, lembrou também que, apesar de ser uma necessidade, é preciso cuidado na transição. “Isso porque 84% das companhias falham no processo e, entre as 88% das empresas estão em transformação digital, apenas 25% sabem o porquê. E isso faz toda a diferença”, complementou.

Fabiano Negrão, diretor executivo da EY, continuou a apresentação e abordou questão dos smart labels e do RFID. Ele ressaltou que o RFID não é uma tecnologia nova, e que surgiu na segunda guerra mundial para identificar os aviões amigos ou inimigos. “Hoje, trata-se de uma tecnologia que está bem mais acessível e já há muitas empresas aplicando o RFID em seus processos”, afirmou, mostrando cases reais, como o de uma das fábricas da Gerdau.

Na abertura do debate, Marcos Amaral, que representou a Volkswagen, ressaltou que a digitalização já é uma realidade e que a empresa entende que se trata de um caminho de mão única em busca de produtividade, qualidade e atendimento ao cliente. Ele informou que a empresa está investindo em uma fábrica digital visando 2030.

Rudiger Leutz, CEO da Porsche Consulting, destacou que, no Brasil, há um sentimento de que esta mudança ainda vai demorar muito para acontecer. No entanto, na sua avaliação, essa transição não deve demorar tanto. A necessidade, segundo ele, é que as empresas se preparem para esta nova revolução. “É preciso primeiro fazer uma lição de casa para avaliar e adaptar os seus processos antes de entrar na automatização. A tecnologia não vai resolver os problemas. Se o processo é ruim, vai continuar ruim”, alertou.

Rogério Vitalli, diretor efetivo do Instituto Avançado de Robótica, defendeu que a indústria no Brasil ainda está na 2.0. “Ainda somos um país mecânico. Assim, para ir para a indústria 4.0, primeiro precisamos passar pela 3.0”, observou.

Paulo Castelo Branco, presidente da ABIMEI, lembrou sua atuação no ramo industrial, contribuindo para o debate. “O nosso caminho é mais longo. Podemos fazer um percurso tropicalizado. Há indústrias que serão mais rápidas, outras mais lentas”, ponderou.

Segundo ele, uma das questões que temos que pleitear é a redução de impostos em investimentos no setor produtivo. “Tudo que é maquinário deveria ser isento. A nossa associação defende esta isenção. E vamos continuar brigando por isso. Investimento no setor produto tem que ser desonerado. Temos muito o que fazer”, afirmou. Castelo Branco lembrou o momento difícil enfrentado pelo País e defendeu que os empresários precisam continuar apostando no Brasil e lutando para absorver esta tecnologia.

João Carlos Visetti, presidente da TRUMPF, ressaltou que, para a tecnologia ter sucesso, é preciso padronização. “No dia em que o RFID tiver uma padronização, vai dar certo”, afirmou. Segundo ele, o grande mote da indústria 4.0 é o suplly chain.

Alcides Braga, presidente da ANFIR, lembrou que grande parte das indústrias do setor são pequenas e médias empresas e que elas precisam implementar o que conseguirem. Ele lembrou das iniciativas que, há cerca de 20 anos, juntamente com Castelo Branco, conseguiram automatizar parte de seus processos. “Nós fomos precursores em uma solução que nunca ninguém tinha feito. Por isso, o que os empresários conseguirem implementar para fazer melhor e mais rápido, eles devem fazer. E devem colocar no site que são 4.0”, destacou.

Okuma comemora 20 anos de Brasil e lidera na incorporação de tecnologias da indústria 4.0 no segmento de máquinas-ferramenta

Oferecer todo o suporte necessário às fabricantes japonesas no Brasil. Foi com esse objetivo que, em abril de 1997, a Okuma iniciou suas atividades no País e, por extensão, em toda a América do Sul. A empresa especializada na fabricação das chamadas máquinas mães (utilizadas para a construção de novas máquinas) para usinagem de alta precisão completa 20 anos de atuação como uma das líderes de mercado e pioneira no processo de automação do segmento.

“A Okuma construiu uma história de duas décadas de sucesso no mercado brasileiro e tornou-se uma das grandes referências na produção, manutenção e suporte para o segmento de maquinas-ferramentas. Comemoramos os nossos 20 anos já nos preparando para futuro. Acreditamos que os novos desafios apontam para a incorporação de tecnologias da indústria 4.0, Internet Industrial de Coisas (IIoT), Smart Manufacturing e outras. Com esse movimento estamos nos preparando para a indústria do futuro com infinitas possibilidades”, afirma Mohseen Hatia, diretor geral da Okuma Latino Americana”.

De acordo com Hatia, o direcionamento para oferecer não somente máquinas, mas equipamentos inteligentes e mais eficientes é fundamental para consolidar ainda mais a presença e a referência da Okuma. “Há alguns anos, lideramos as iniciativas regionais em automação e desenvolvimento de soluções completas aos clientes, proporcionando alto nível de customização e eficiência na utilização dos equipamentos. Assim, mais do que máquinas, vendemos a solução completa, com programação e opcionais incluídos. É só virar a chave e esperar os bons resultados”, garante.

Atualmente, a Okuma Latino Americana possui mais de 2000 máquinas instaladas em território nacional e mantém um departamento de peças sobressalentes, que hoje cobre cerca de 90% dos casos de manutenção preventiva e corretiva. As principais áreas de atuação da empresa são: Automotivo; Óleo & Gás; Agrícola; Médico; Aeroespacial e Moldes & Matrizes.

“Os números do primeiro trimestre indicam que o mercado automotivo voltou a crescer na casa dos dois dígitos, o que necessariamente vai gerar maior demanda por máquinas-ferramenta, suporte técnico e peças de reposição”, observa Hatia. Já o setor agrícola, que manteve bons números mesmo durante a crise, está aumentando a demanda por máquinas de precisão, que exigem alto grau de customização e automação.

Apesar das várias crises enfrentadas nas últimas duas décadas, o número de clientes e base instalada da Okuma no País sempre cresceram de forma consistente e com total apoio da matriz no Japão. A empresa acredita no potencial de recuperação, mantendo um otimismo cauteloso para o próximo triênio. “Ainda há muitos fatores políticos e econômicos a serem definidos, mas estamos confiantes de que o País vai voltar a crescer. O mercado das Américas é o segundo maior para a Okuma no mundo, atrás apenas da Ásia. E a nossa matriz acredita muito no potencial do Brasil para a manutenção do desenvolvimento dos negócios”, conclui.

20 anos de história
Até 1997, os equipamentos da Okuma chegavam ao Brasil apenas para a indústria automobilística, por meio de uma única distribuidora. No entanto, ainda não havia a estrutura de suporte ou a assistência que os clientes necessitavam. Neste contexto, a empresa decidiu iniciar as operações na América do Sul e inaugurou o escritório brasileiro no dia 1º de abril.

No ano seguinte, a Okuma passou a contar com mais um distribuidor e diversificou o canal de vendas, conquistando novos clientes. “Esse movimento foi importante para expandirmos nossa atuação para os segmentos de Óleo & Gás, Agrícola, Médico, Aeroespacial e Moldes & Matrizes”, relembra Hatia.

A primeira grande transformação da empresa aconteceu no fim do ano 2000, quando desenvolveu um modelo de negócios específico para o Brasil: canal direto de vendas, sem a participação de intermediários, realizando todas as atividades de pré e pós-venda. “Essa é uma questão cultural. Os clientes brasileiros preferem manter um relacionamento direto, pois entendem que assim terão uma atenção do fabricante. A Okuma entendeu o mercado brasileiro e criou aqui o único modelo de vendas diretas da corporação em termos mundiais”, conta o executivo.

A primeira equipe de vendas da Okuma contava com quatro pessoas. A iniciativa deu certo e a empresa manteve um crescimento sustentável desde então. Como resultado, o número de máquinas instaladas no País cresceu significativamente, com uma grande variedade de modelos, incluindo os grandes Centros de Usinagem Dupla Coluna, Tornos Multitarefas, Centros de Usinagem 5 eixos, etc. A equipe total também aumentou pelo menos seis vezes, chegando a cerca de 50 profissionais.

Atualmente, os colaboradores de vendas estão distribuídos em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco. A atuação no restante do continente é feita por meio de distribuidores na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.

A Okuma acompanhou o desenvolvimento da economia brasileira nas últimas décadas, ampliando o fornecimento de máquinas junto com o crescimento da indústria. Um dos projetos de maior destaque aconteceu em 2005, quando a companhia firmou parceria com o Senai para o desenvolvimento de peças para o Programa Espacial Brasileiro, hoje utilizadas tanto pela NASA quanto pela Estação Espacial Internacional. “Foi uma experiência muito positiva e que serviu para comprovar a capacidade e qualidade dos produtos desenvolvidos pela Okuma”, completa Hatia.

Sempre buscando a excelência nos serviços prestados, em 2012 a Okuma inaugurou um novo Centro de Tecnologia em São Paulo, com um Show Room adequado para exposição de novas máquinas e promoção de eventos. O espaço é utilizado para treinamentos de clientes e testes avançados de usinagem.

Confira as imagens dos associados da ABIMEI na Feimafe 2017

Mais de vinte empresas associadas à ABIMEI participaram na edição de 2017 da Feimafe, no Expo Center Norte. Confira abaixo as imagens dos estandes:

Sistema de corte a laser por fibra óptica: inovação e praticidade

A Eurostec Máquinas Industriais e Operatrizes, empresa especializada em importação de máquinas-ferramenta para o Brasil, recebeu um aumento de procura por máquinas de corte a laser. O fator determinante para esse crescimento pode ser atribuído à qualidade e a performance da máquina, que se traduz em precisão nos trabalhos realizados.

Quando comparada a outras máquinas de corte, ela leva vantagem, também, pela versatilidade que oferece à cadeia de produção. Isso porque são projetadas para trabalhar em chapas de aço carbono, aço inoxidável, cobre, liga de titânio, alumínio, entre outros materiais.

A máquina conta com a presença de um software de aproveitamento de material, que otimiza o caminho do corte e a velocidade, prevenindo aquecimentos afetam sua vida útil. Possui, ainda, um sistema automático de ajuste da distância focal do laser, diminuindo as rebarbas de corte em materiais não planos, resultando numa qualidade diferenciada às peças produzidas.

Portanto, é possível que sejam feitas aplicações em processamento de chapas metálicas materiais para aviação, eletrônicos, eletrodomésticos, peças para metrô e trem, automóveis, componentes de precisão, navios. Devido a essa versatilidade, as máquinas podem ser utilizadas nos mais diversos nichos de indústria.

Além disso, possui um dos melhores geradores ressonadores de laser do mundo, da marca IPG PHOTONICS, que tem sistema de refrigeração próprio e baixo consumo de energia. Este gerador tem diferentes potências, que vão de 300W a 3000W. Dessa forma, a máquina pode trabalhar em diversos serviços e aplicações.

Outro diferencial da máquina, é a programação CNC de corte, da marca alemã BECKHOFF. Com display touch screen de 17 polegadas, ele permite utilizar diferentes tipos de gases (ar comprimido, oxigênio e nitrogênio).

A máquina de corte a laser também suporta projetos gráficos dos softwares AutoCAD e Corel Draw. A base de dados de corte que ela possui, torna possível escolher os melhores ajustes para cada software, ganhando agilidade na produção.

Feimafe 2017: Presidente da ABIMEI pede união para país superar crises

A edição de 2017 da Feimafe acaba de ser inaugurada oficialmente no Expo Center Norte, em São Paulo. A solenidade de abertura contou com a participação de autoridades do estado de SP, presidentes de diferentes entidades representativas e com o presidente da própria Reed Exhibitions, empresa que organiza o evento.

Durante a abertura, o presidente da ABIMEI – Paulo Castelo Branco – conclamou o setor industrial a unir forças para superar o momento difícil vivido no Brasil. “Há quase dois anos que qualquer brasileiro que tenha investido no Brasil se pergunta onde está o ponto da virada”, observou o dirigente. “Mas talvez essa seja a pergunta errada. O que devemos nos perguntar é o que podemos fazer para ajudar na recuperação? Qual é a melhor forma que podemos contribuir?”, disse.

Castelo Branco também fez críticas à condução do país pelo governo federal nos últimos anos. “Cabe ao governo olhar, pela primeira vez em muitos anos, com cuidado para o setor produtivo do país. É preciso, por exemplo, dar um basta nos incentivos exclusivos ao consumo. Este foi o erro principal que nos trouxe à maior crise econômica em mais de duas décadas”.

Tecnologias serão apresentadas na Argentina

Nos dias 15 e 16 de agosto deste ano, será realizado o II Congreso Sudamericano de Composites, Poliuretano y Plásticos de Ingeniería, no Salguero Plaza, em Buenos Aires, Argentina. Este evento terá a meta de congregar fabricantes de peças plásticas da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e estados brasileiros com localização próxima à Argentina.

O objetivo do congresso é apresentar matérias-primas, e demais soluções em equipamentos e materiais auxiliares para a fabricação de peças em composites, poliuretano e plásticos de engenharia. Os participantes terão acesso a uma extensa gama de novidades e tecnologias de destaque para a fabricação de seus produtos. A participação é gratuita.

O Congresso destacará as palestras técnicas, mas também focará ações de extrema importância para a geração de novos negócios como o Table-top, que se caracteriza como uma grande área de exposição e atendimento, na qual a empresa consegue mostrar produtos e tecnologias e, ao mesmo tempo, conversar de forma particular com os clientes. Também serão organizadas as rodadas de negócios. Com a funcionalidade de uma exposição, as empresas participantes podem contatar novos clientes e consolidar os já existentes.

Mais informações:
Simone Martins Souza
Email: simone@artsim.com.br
Tel: 55-11-2899-6363 Ramal 104
Website: www.congresosudamericano.com.br