Taiwan Trade Center e ABIMEI realizam seminário sobre manufatura inteligente

O Taiwan Trade Center do Brasil e a ABIMEI promoveram neste mês o seminário Manufatura Inteligente. O evento abordou o panorâma atual da indústria de máquinas-ferramenta na manufatura inteligente de Taiwan, e contou com a presença de líderes de automação industrial no Brasil, como a Advantech e a Hiwin, para apresentar as soluções voltadas ao processo fabril mais inteligente e enxuto. O seminário também teve a participação do Banco Santander, que falou sobre a linha de financiamento para máquinas importadas de Taiwan.

Pela ABIMEI, participou o membro do conselho e ex-presidente da entidade, Ennio Crispino.

Confira algumas das imagens:

 

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China quer ser maior importador de serviços do mundo

Em um reconhecimento ainda maior à importância das importações, a China planeja aumentar a importação do setor de serviços nos próximos cinco anos, em uma tentativa de suprir a crescente demanda doméstica e contribuir mais com o comércio global, de acordo com uma declaração do governo nesta semana.

A expectativa é que a importação de serviços alcance 2.5 trilhões na moeda local (Renminbi) nos próximos cinco anos, segundo o comunicado. Isso representaria mais de 10% de toda a importação de serviços do mundo.

A iniciativa é parte das metas de longo prazo da China, anunciada pelo presidente Xi Jinping na abertura de uma exposição internacional. O presidente afirmou que pretende que as importações de serviços superem 10 trilhões nos próximos 15 anos.

A reportagem é do jornal China Daily, e você pode ler a matéria completa, em inglês, clicando aqui.

COMUNICADO – Imposto sobre máquinas de corte a laser

A indústria brasileira recebeu mais um forte golpe no que diz respeito à competitividade: uma resolução publicada no dia 10 de setembro pela CAMEX, que julgamos ser absurda e prejudicial às industrias do mercado interno brasileiro. O órgão responsável por regular o comércio exterior do Brasil aplicou, com uma canetada, uma alíquota de imposto de 14% sobre a importação de máquinas de corte a laser, retirando a isenção que este tipo de máquina possuía por não ter produção similar no mercado interno.

A medida pegou de surpresa todas as empresas que fabricam em outros países e trazem esse tipo de tecnologia ao Brasil, especialmente porque não existe, na prática, tecnologia similar produzida no País. A única empresa que supostamente fabrica essas máquinas é, na realidade, uma empresa de pequeno porte que apenas agrega poucos componentes produzidos por terceiros e importa todos os equipamentos da tecnologia de geração do laser (que têm patente registrada por outra empresa em outro país). Além disso, as poucas unidades que foram colocadas no mercado ainda não passaram sequer por aprovação técnica dos usuários deste tipo de equipamento.

Trata-se de um retrocesso completo e absoluto. No momento em que o Brasil deveria estar promovendo uma abertura comercial, medidas como essa mostram como alguns poucos elementos do setor de fabricação de máquinas do mercado interno querem fechar os olhos ao mercado externo. Fechar os olhos, aliás, para todas as tendências de abertura de mercado do mundo desenvolvido. Esses elementos preferem criar uma proteção de mercado absurda para tentar viabilizar a montagem de máquinas ultrapassadas que não têm a menor chance de concorrer com a tecnologia de máquinas que já existem em grande número no Brasil, importadas com tecnologia de ponta de países europeus e asiáticos.

Com esta ação, os órgãos governamentais dão aval à irresponsabilidade cometida por empresas que querem se beneficiar de proteções que existiam em grande número no passado e que não incentivam a pesquisa, o desenvolvimento ou a inovação. Demonstram, ainda, que aqui ainda existe uma visão completamente deturpada do que é o mundo globalizado, fazendo com que empresas estrangeiras fiquem cada vez mais avessas a formalizar qualquer tipo de parcerias com as companhias de um país onde não sentem estabilidade ou segurança jurídica e tributária.

Ressaltamos que o Brasil não tem a menor condição de oferecer à indústria a tecnologia de uma máquina de corte a laser que os importadores trazem para o País. A medida da CAMEX vai, portanto, apenas encarecer de 20% a 40%  toda a cadeia produtiva, especialmente em setores como automobilístico, linha amarela e máquinas agrícolas. Qualquer indústria que utilize corte de chapas com esta tecnologia de laser vai sofrer com a nova resolução, e quem sofre as consequências finais, como sempre, são os usuários ou o povo que consome os produtos produzidos no Brasil: ou pagarão mais por conta do aumento do custo das máquinas importadas, ou terão produtos de qualidade comprometida pelas maquinas nacionais montadas com tecnologia ultrapassada.

A ABIMEI vai contestar essa medida com todos os recursos disponíveis, e convoca publicamente as empresas usuárias que queiram aderir e lutar por esta causa de um país mais competitivo, produtivo e forte.

Associados participam de workshop sobre a NR-12

A ABIMEI – Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais – realizou ontem o workshop NR-12 para fabricantes de máquinas e equipamentos, além de importadores e usuários. O objetivo do evento foi abordar em detalhes os impactos causados pela não observância do que determina essa norma que visa a segurança no trabalho para o setor.

Criada em 1978, a NR-12 teve uma revisão que está em vigor desde 2010. A norma define referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Além disso, estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho.

Confira as imagens do evento e fique atento às próximas oportunidades:

China Machinex começa em São Paulo

Um dos eventos mais importantes na relação entre importadores de máquinas do Brasil e o gigante asiático, a China Machinex começou ontem em São Paulo. A ABIMEI participou da abertura do evento, representada pelo diretor financeiro da entidade, Christopher Mendes.

O evento concentra mais de 800 expositores chineses do setor de máquinas e equipamentos industriais. “É um ambiente repleto de oportunidades para novos negócios, e é importante que neste momento de retomada da economia as empresas brasileiras estejam atentas para bons negócios”, explica Mendes. A feira é organizada pela Meorient International Exhibition, principal facilitador das empresas chinesas no Brasil.

A China Machinex conecta importadores, comerciantes e compradores diretamente com fabricantes, gerando negócios lucrativos e a venda de produtos de alta qualidade a preços competitivos. São mais de 700 fornecedores líderes em seus segmentos trazendo as novidades do mercado. Além disso, a feira aproxima empresas chinesas que desejam fazer negócios com o Brasil.

Membro da delegação que abriu o evento, Christopher Mendes fez um tour pelo São Paulo Expo, para ver as novidades trazidas pelos chineses. Confira as imagens:

 

 

ABIMEI participa de evento sobre propriedade intelectual

O Presidente da ABIMEI, Paulo Castelo Branco, participou ontem de um evento organizado pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual da União Europeia sobre a importância de investir, desenvolver e defender propriedade intelectual no Brasil. O foco do evento foi sensibilizar especialmente pequenas e médias indústrias quanto a questão das patentes, principalmente no que diz respeito às exportações brasileiras para a Europa..

A presença da ABIMEI, convidada pela FIESP, serviu para reforçar a posição da entidade sobre a necessidade de se reformar o sistema de propriedade intelectual no Brasil. “O sistema é obsoleto e extremamente ineficaz”, critica Paulo Castelo Branco. “Uma empresa que desenvolva uma tecnologia no Brasil tem que esperar anos, às vezes mais uma década, para poder registrar uma patente, e enquanto isso fica desprotegida juridicamente contra cópias. É um grande desestímulo à inovação”, diz o dirigente.

Palavra do Presidente – Setembro

Estamos prestes a passar pelas eleições mais incertas desde a redemocratização do Brasil. A confusão jurídica e a quantidade de candidatos com chances reais de se elegerem tornam este pleito um dos mais conturbados e abertos da história. E seja qual for o resultado da eleição, temos que lutar para que os avanços obtidos nos últimos meses não sejam abandonados pelo novo governo.

Nossa presença em Brasília tem nos mostrado que quando pessoas técnicas integram os ministérios e secretárias do governo federal, há um claro entendimento do que é necessário para o desenvolvimento do Brasil. Com isso vemos o quanto o loteamento político dos postos do governo prejudicou o crescimento do país em diversas áreas, entre elas a industrial.

Pesquisas recentes que a ABIMEI elaborou mostram que nos últimos 20 anos o Brasil perdeu em valor agregado nas exportações e em tecnologia nas importações. Isso é tanto a causa como o sintoma de uma falta de produtividade que nos prejudica cada vez mais.

Por isso, é essencial que – na medida em que nos aproximamos da escolha de quem vai governar o Brasil pelos quatro anos seguintes – tenhamos em mente não cometer os mesmos erros do passado: incentivar o consumo sem incentivar a produção, barrar tecnologias de fora em favor de uma produção nacional fraca, fazer parcerias com países fracos em detrimento dos líderes mundiais. Com essas mudanças, podemos crer num futuro de crescimento e prosperidade.