ABIMEI se reúne com Frente Parlamentar para Abertura Comercial

Membros da diretoria da ABIMEI estiveram ontem reunidos em Brasília com o deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB-GO) e outros integrantes da Frente Parlamentar para Abertura Comercial do Brasil. O presidente Paulo Castelo Branco e o diretor financeiro Christopher Mendes participaram da reunião para, mais uma vez, defender a diminuição das taxas de importação sobre bens de produção, além de apresentar ao deputado e à Frente outras pautas de interesse ao setor.

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Palavra do presidente

A ABIMEI reuniu recentemente os associados para mostrar a necessidade de manter uma presença mais efetiva junto ao governo central. Essa presença tem o intuito de defender continuamente a posição dos importadores de máquinas: de que a tecnologia que trazemos ao país é indispensável para a produtividade e competitividade da indústria brasileira, e que se as grandes barreiras que ainda existem para a importação dessas máquinas forem eliminadas, o potencial de ganho para o Brasil será enorme.

Essa reunião dos associados contou com um contexto relacionado à taxa de câmbio, fornecido pelo economista e consultor da ABIMEI Otto Nogami. A apresentação do professor Nogami deixou claro que o Brasil precisa, mais do que nunca, de reformas estruturais profundas para parar de patinar na economia e crescer de forma sustentável. E reforçou ainda mais a percepção que os importadores de máquinas sempre tiveram: de que por décadas o Brasil preferiu proteger de forma quase ilógica um grupo pequeno de fabricantes nacionais ao invés de beneficiar toda a economia ao facilitar a chegada do que há de melhor em termos de tecnologia industrial no mundo.

Com isso em mente, vale ressaltar que – embora as perspectivas de retomada do crescimento estejam piorando e o atual governo, em fim de mandato, encontre-se cada vez mais travado pelas turbulências sociais e econômicas – nunca estivemos mais próximos de uma mudança de visão no que diz respeito à importação de máquinas. É, portanto, o momento ideal para que continuemos com o trabalho de divulgação da nossa pauta, que temos certeza absoluta que vai ser um benefício para todo o país.

ABIMEI reúne associados para discutir cenário

A ABIMEI reuniu ontem diversas empresas associadas para apresentar as medidas que a entidade tem tomado em prol do setor. O evento, realizado na sede da ABIMEI, em São Paulo, contou com a presença de representantes da Reed Exhibitions Alcântara Machado e do economista e professor Otto Nogami, que falou sobre o cenário da taxa cambial no Brasil e como isso vai afetar a economia.

Confira as imagens:

Palavra do presidente

Tecnologia é mais do que nunca a palavra-chave para a indústria brasileira. Ao contrário do que se pensava no início do ano, os sinais agora são de que viveremos uma recuperação muito mais lenta da economia, que apesar de ter demonstrado no início do ano sinais de melhora, ainda não engrenou.

A maioria dos especialistas e economistas concordam que o crescimento só vai acelerar mesmo em 2019. Por isso, é essencial mostrar para clientes, imprensa e mercado que sem as tecnologias que somente as máquinas importadas podem nos oferecer, a produtividade e a competitividade da indústria brasileira – que deverá ser o motor do crescimento do país – ficam comprometidas.

Vale ressaltar que a ABIMEI tem movimentado o mercado também com palestras, cursos, seminários e painéis que são realizados na sede da entidade todos os meses. Trata-se de uma oportunidade para quem quer se aprofundar em temas como comércio exterior, tarifas de importação, alternativas de investimentos e financiamento, regimes tributários, entre outros temas. Fiquem atentos à programação, e esperamos todos vocês aqui!

Importação de máquinas cresce no primeiro trimestre

A importação de máquinas usadas na indústria cresceu 6,4% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2017, segundo a Abimei (do setor).

A variação ficou um pouco abaixo dos 10% previstos, afirma Paulo Castelo Branco, presidente da entidade.

Ainda assim, a previsão é que o aumento chegue a 30% neste ano, em parte porque muitos equipamentos que são encomendados no primeiro trimestre só entram no país no fim do ano, diz ele.

“Abril também foi positivo, muitos projetos foram desengavetados, mas ainda estamos em um ritmo muito abaixo do que existiu em 2013 no Brasil”, diz Duarte Alves, diretor da importadora Okuma no país.

“Quando o mercado automobilístico melhora, como agora, nossos clientes, os fornecedores das montadoras, aumentam os investimentos”, diz Daniel Carvalho, diretor da importadora espanhola Fagor no Brasil.

“Não temos hoje o melhor cenário para aumento de receita, mas é o ideal para o setor ter um crescimento estável.”

 

Fonte: Folha de S.Paulo